O mundo-imagem
Impõe-se conhecer a natureza específica da comunicação visual e compreender o quanto ela deseja hoje que a herdemos como único meio para tirar medidas.
Julgamos que há que dar uma resposta à banalização do uso da imagem e deixar claro que ela não nos deixa contentes por termos esta realidade trágica entre mãos.
Uma imagem é uma complexidade imensa e não deve ser usada como mera mercadoria que atiça a guerra-arma-espetáculo; que atiça o objetivo de manter o mundo verdadeiro à distância sem que a estranheza acorde alguém.
E sabe-se que o colapso também poderá vir por aí e, por aí, fará parte imensa da nova desordem mundial.
É possível, depois de tudo o que acontece, criar uma visão daquilo que a vida é e deveria ser, num esboço que seja um elo entre nós e o apaziguamento de nos sermos?
Cremos que a sociedade do espetáculo ilude o maior medo de cada indivíduo, o medo de se sentir à margem, o medo, afinal, de que o ecrã o possa não habitar vinte e quatro horas.
Tragicamente, o desejo de ser colonizado angaria cada vez mais pessoas na vontade constante de aumento do nível de ilusão, e muitos acreditam que este mundo nunca se cansará sequer do seu próprio reflexo.
Assim não pensamos.
Se o falso, o cruel e tudo o mais que nos visa destruir se vira contra nós, resta-nos a inspiração primordial da luta, exatamente e de novo iniciada na linha do horizonte.
Teresa Bracinha Vieira
Obrigada por tudo!
Grata pela atenção e pelas suas palavras.