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Sobre o blogue

O blogue "Raiz & Utopia" é espaço de encontro e de diálogo, em defesa de uma cultura livre e pluridisciplinar. Retomamos o projeto da revista “Raiz e Utopia” fundada por António José Saraiva, Carlos Medeiros e José Baptista em 1977, cuja direção foi assumida por Helena Vaz da Silva, tornando-se uma referência na cultura portuguesa, pelo carácter inovador e inconformista, reunindo colaboradores como Edgar Morin, Eduardo Lourenço, António Alçada Baptista e Alberto Vaz da Silva.

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London Letters

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Baroness Soames, Mary Spencer ChurchillSoames 1922-2014

 

A ausência pesa nas comemorações do D-Day e do 70th anniversary do desembarque normando que liberta a Europe do domínio hitleriano. Lady Soames, a mais jovem filha de sir Winston S. Churchill e Clementine Ogilvy faleceu no passado sábado, May 31, aos 91 anos. O passamento desta veterana da World War II marca o fim de uma era. — Le temps est toujours un grand maître! A senhora e a data têm laços. Na London da finest hour se ultimam planos da campanha Overlord. A Operation Neptune inicia em June 6, 1944 o retorno das forças aliadas às praias da Normandy para abrir caminho até Berlin, um ano antes da queda do eixo nazi profetizada nos war speeches do seu pai. Muito sangue jorra no assalto ao Atlantic Wall durante the longuest day, com 10 mil baixas só nas areias. — They all have the courage of ours democratic convictions! Mary Spencer Churchill Soames deixa-nos amor filial, às letras e aos valores da Great Britain.

Os dias estão solares, de quando em quando aguados e a little windy, mas amenos e com céu nostálgico. A partida da suavemente firme The Lady Soames LG DBE soa a um adeus da geração dos que combateram na II WW e cuja arte de viver ganha a paz do aftermath. Somos herdeiros da sua glória, primeiro, e da sua doce sabedoria, depois. O West, o United Kingdom e a Europe devem aos jovens dos 40’s a vitória face à tirania. De si, e dos que com respeito chamamos Veterans, guardo lição imensa, autêntica e inteira da liberdade. A dame de Chartwell é também uma mulher das letras e a ela há de retornar quem queira conhecer o DNA político da linhagem radicada no Duke Marlborough, John Churchill (1650-1722). E aguarda ainda leitura a sua revisitação histórica em The Profligate Duke: George Spencer Churchill, Fifth Duke of Marlborough, and His Duchess (1987).

A benefício do inventário Mary deixa lote de títulos incontornáveis, a começar pelo afável Clementine Churchill: The Biography of a Marriage (1979), depois ampliada em Clementine Churchill: The Revised and Updated Biography (2005), enquadradando a correspondência do casal do Kent em Speaking for Themselves: The Private Letters of Sir Winston and Lady Churchill (1999). A par da trilogia pontua o clássico A Daughter’s Tale: The Memoir of Winston and Clementine Churchill’s Youngest Child (2011), que retoma os tempos abertos pela paz honrosa de Mr Neville Chamberlain. A paixão do War Prime Minister pela pintura aparece na tela privada de Winston Churchill: His Life As a Painter (1990), em linha com o primevo Family Album: A Personal Selection from Four Generations of Churchills (1982).

Ser filha/o de a great man é algo intrinsecamente delicado. Ora, uma parcela da veneração política a Sir Winston cabe ao modo como esta Lady of the Garter assumiu o legado familiar. Com sentido de serviço público e aquele love of words que fascina nos escritos churchillianos! Hoje os Churchill Papers estão disponíveis a quantos os queiram ver, ler e com estes aprender. — Farewell, dearest Lady Soames.

 

St James, 3rd June

 

Very sincerely yours,

 

V

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