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Sobre o blogue

O blogue "Raiz & Utopia" é espaço de encontro e de diálogo, em defesa de uma cultura livre e pluridisciplinar. Retomamos o projeto da revista “Raiz e Utopia” fundada por António José Saraiva, Carlos Medeiros e José Baptista em 1977, cuja direção foi assumida por Helena Vaz da Silva, tornando-se uma referência na cultura portuguesa, pelo carácter inovador e inconformista, reunindo colaboradores como Edgar Morin, Eduardo Lourenço, António Alçada Baptista e Alberto Vaz da Silva.

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COMO OS CRISTÃOS SE TORNARAM CATÓLICOS – III

   

   Continuando o rosário de observações e lembranças encetado em textos anteriores, acrescentarei mais algumas que, tal como sempre, procuro tornar mais propostas de curiosidade e interrogações do que afirmações conclusivas ou referências dogmáticas. Aliás, nem pretendo escrever história, o título destas crónicas é o de um livro que vos convido a ler, sendo, para mim, uma interrogação sobre como me (nos) poderei (poderemos) tornar mais cristão sendo mais católico. 

 

   Assim, quanto à construção teológica e canónica do sacramento da ordem – sobretudo no tocante aos poderes que atribui e à sua exclusividade sacra -, ocorrem-me algumas perguntas radicalmente ligadas ao conceito de sagrado no cristianismo. Parto do princípio de que o leitor conhece, tal como eu mesmo ou qualquer leigo interessado, a chamada “doutrina do magistério eclesial”(ou, melhor dizendo, eclesiástico), pelo que procederei sem a invocar, limitando-me a formular interrogações advenientes. Todavia, não deixarei de recordar trechos da tradição da fé cristã, bem como passos dos textos neotestamentários que parecem melhor enquadrar as minhas propostas de reflexão.

 

   Há muito que pensossinto que o conceito inspirador do Corpo Místico é fulcral para o entendimento, não só do cristianismo original, como da sua evolução ecuménica e católica, designadamente através da diáspora judaica e helenística. Mais ainda: ele finalmente ilumina e anima, por um percurso de séculos, a orientação fundamentalmente mais cristã da Igreja, entendida como a comunhão de todos os fiéis (dos que têm fé). Compreendamo-lo lendo este trecho da epístola de S. Paulo aos Efésios (4, 11-16) : E Ele próprio providenciou que uns sejam apóstolos; outros, profetas; outros, anunciadores da boa nova; outros, pastores e professores, com vista ao aperfeiçoamento dos santos [assim eram designados os fiéis, na tradição judaica], até que atinjamos todos a unidade da fé e o conhecimento do filho de Deus e até que atinjamos o estado de homem realizado e a medida da estatura da plenitude de Cristo, para que já não sejamos crianças, batidos pelas ondas e levados por todo o vento da doutrina na batota das pessoas, na iniquidade com vista ao planeamento do equívoco; porém, ao sermos verdadeiros em amor, cresçamos em direção a ele em relação a todas as coisas, Ele que é cabeça, Cristo, do qual todo o corpo, ajustado e unido através de todo o ligamento da provisão (segundo a eficácia na medida de cada membro), efetua o aumento do corpo com vista à sua própria edificação em amor. A tradução, do grego, é de Frederico Lourenço.

   A celebração eucarística da comunhão de todos com Cristo, por Cristo e em Cristo é efetivamente o sacramento essencial da morte e ressurreição de Jesus, a reconciliação da humanidade consigo mesma e com Deus, de que a Igreja é memória, testemunho e corpo. E tal celebração é sempre o ato sacerdotal por excelência, o próprio Jesus Cristo convida a comunidade inteira a realizar com Ele. Quando, na epístola aos hebreus, se afirma que por conseguinte, tendo nós um grande sumo sacerdote que atravessou os céus, Jesus, o filho de Deus, fortaleçamos a fé professada. Pois não temos um sumo sacerdote incapaz de se compadecer das nossas fraquezas: foi provado em todas as coisas à nossa semelhança, excetuando o pecado. Aproximemo-nos, portanto, com liberdade do trono da graça, para que recebamos misericórdia e encontremos graça para uma ajuda em boa hora. (Hebreus, 4, 14-16). Ou ainda: Este é o sumo sacerdote que nos convinha: santo, inocente, imaculado, separado dos pecadores e elevado acima dos céus, que não tem necessidade, como os outros sumos sacerdotes, de oferecer vítimas todos os dias, primeiro pelos seus próprios pecados e depois pelos do povo. Pois ele fê-lo de uma vez por todas, oferecendo-se a si mesmo. A lei institui como sumos sacerdotes homens detentores de fraqueza, mas a palavra do juramento, que veio depois da lei, constitui o filho perfeito para sempre. (Hebreus, 7, 26-28)

 

   Chegamos aqui a um ponto de reflexão que muitos dos meus leitores poderão achar insólito, talvez despropositado: que terá a ver o sagrado com a religião cristã? Fará sentido haver, nos templos cristãos um “santo dos santos”, um lugar sacro, apenas habitado pela divindade, e em que só pessoas autorizadas podem privar? Será o sacerdócio uma ordem – tal como era no judaísmo e noutras religiões – ou será, antes, próprio do povo dos fiéis, por união ao único sumo sacerdote, no corpo místico? Sou levado a refletir na hierofania (ou manifestação do sagrado), no cristianismo, como celebração de uma memória, algo, aliás, alheio a qualquer magia. Na nascente da religião cristã está a memória da encarnação, morte e ressurreição de Jesus, desse ato único da presença de Deus na história da humanidade, em que o Santíssimo (solus sanctus, hagios) vem revestir-se da nossa condição e para sempre permanecer connosco no seu Corpo Místico, e pela ação do Espírito Paráclito. O sagrado (sacer, hieros) habita entre nós, não por obra ritual, nem sacrifício, nem magia do poder de qualquer ungido – mas apenas em virtude do único sacrifício redentor que é a morte e ressurreição de Jesus Cristo, que incessantemente comemoramos na celebração da eucaristia, ceia sempre festiva da reconciliação e da partilha do pão da vida, por todos, pois por todos Jesus ofereceu o corpo e a vida, vencendo finalmente a morte.

 

   O sagrado, em muitas religiões, como na aceção geral, tanto convoca a adoração como a interdição, o tabu. Tocar no sagrado é, então, algo que vai da blasfémia à profanação. Profanar é tornar profano, dessacralizar ou, mais correntemente, macular o inefável.

 

   Mas também será possível alguém profanar-se, no sentido de tocar algo de interdito, porque maculador: por exemplo, um cadáver.

 

   Não necessariamente humano, como nos conta o estatuto de pária, a que são reduzidas pessoas ostracizadas por lidarem com o abate de animais ou o aproveitamento da sua pele (caso dos curtidores), etc. No Japão futurista, por exemplo, ainda hoje há quem conserve registos de pessoas e famílias que exercem ou exerceram essas profissões, para as banirem de qualquer possível relação familiar ou laboral; a esses excluídos se chama burakumin. Casos semelhantes se encontram noutras regiões e religiões da Ásia.

 

   Reiterando lembrança de que não pretendo fazer nem ciência nem doutrina, mas tão somente acordar ou estimular reflexões, direi que, da minha leitura dos textos neotestamentários, ressalta que o cristianismo mais próximo do ensino de Jesus Cristo, me parece o mesmo ser uma dessacralização – se assim, ainda que em termos pouco hábeis, me posso exprimir – da religião enquanto relação do humano ao divino. O Evangelho, a Boa Nova, é a do regresso do Verbo inicial, a vinda de Deus, em Jesus Cristo, para o meio de nós, simultaneamente anúncio do advento final do fim dos tempos, quando cada um será julgado, não conformemente a qualquer código de ritos ou obrigações canónicas, mas em função do seu esforço de proximidade àqueles a quem deu de comer e beber, visitou e consolou na aflição, acompanhou e fortificou na paz… O sagrado, memória e construção do Corpo de Cristo, é, afinal, obra de todos nós em comunhão com Ele, e em cumprimento do único mandamento, o tal que tudo encerra: amai-vos uns aos outros, como eu vos amei, e será perfeita a vossa alegria.

 

Camilo Martins de Oliveira

4 comentários sobre “COMO OS CRISTÃOS SE TORNARAM CATÓLICOS – III

  1. Como é que os Cristãos do Judaísmo se tornaram católicos. Não se tornaram, são sempre Judeus, sempre.

    A memoria das pessoas não é curta, esquecessem se do passado e outros aproveitam disso, e reescrevem a história a seu favor como a Santa Igreja Católica que nada foi em Portugal y Espanha.

    Eu peço a todos os Judeus que voltem para Portugal e Espanha, será pedir muito para que o meu povo volte !

    Sendo Thezoureyro o SR. SELOMOH HENRIQUES FEREYRA.

    אל תשליכני לעת זקנה ככלות כחי אל תעזבני

    Nao me deites para o tempo da velhice, e no estado de se debiltiarem minhas forças, nað me desampàres.

    PA U T A.

    Dos Sres. Irmaos da Pia Irmandade dos Velhos, & Velhas intitulada d’apr navn Mishenet Zequenim , establecida nesta cidade de Amsterdam em 19 Tebeth 5510. para Soccorrer, Vestir, & Manter Velhos , & Velhas de nofla naçaó Portugueza, ou Lspanhola , de fesenta annos para sima.

    ART. 6. Das Escamoth tocante os Irmaos. O Samas deftribuira as pautas a todos os Irmaos R: H: Adar, mesmo a os que pagað por mez; nellas se manifestara, o dia da nova eleiçao: para queos senhores Irmãos e mais Zelosos da Irmandade, que forem servidos se achem presentes, a leytura
    da conta do Thesoureiro ; quando o Ros da Jesiba deitard mifeberach em vida, e ascaba em falecendo a os zelosos que fizeraö Legados ; as mesmo a os Thefoureiros que Administrâraö a Irmandade : Como tambem a os Fundadores , l Adjunctus : e proseguira com Escaboth do Anno.
    e miseberach a todos os Irmaös, e Velhos.

    H.R. Dav. Israel Athias
    H. H. R. Ir. Haim Abendlana de Britto
    Abrahanı de Maskills. de Meza
    sahacob Bueno de Mesquita
    Moleh Alvares Bucno
    Molch de Chav.cs.
    Ishac da Veiga Henriques
    Ja. Nunes Henriques
    Aharon de la hacob Lesurun.
    Selomoh Curiel
    Isbac de lahacob de Prado.
    Abraham de loi. da Veiga
    Selomoh Mendoza
    Ishac de Mordechay Levy Vitoria
    Dav, de Ah. de Sel. Lopes Colaço
    Jofcph de la. Saporcas.
    David Capadose
    lahacob Lopes Laguna
    Mofen Henriques Coelho
    Dav. de lof. da Costa Athias
    Abraham de Sel. Mendes Coutinho
    Ábraham Elpinofa
    David Cohen Caininha
    Abraham de H. H. Selomoh de Meza
    Ishac Salom del Valhe
    Dav. de jol, de la Penha
    Abrah. de Mos.de Maskil Reph. Mendes da Costa Ishac. Ifrael Aaron de Bin. Lopes-Colaço Moleh Bravo Is. de Ja. Hisquiau da Veiga Henriques. Tehuda de Jahacob Jesurun
    Ia. de Mof. dc Maskil Reph. Mendes da Costa
    Reph.de Ab. de Maskil Reph. Mendes da Costa
    Abraham de Im..Namias de Crasto
    Jehosua de Selomoh Senior Coronel
    Isbac de Jahacob Bafran
    Eliau Rodrigues Lopes
    Ishac de Abraham Henriques Morao
    Jehosua Cohen Nally
    Ishac Henriques Morao,
    lehosua Delgado
    Is. de Mord. Franco Mendes
    lofoph Teixeira de Martos
    Iosephde Lima Borxas
    Daniel Hisq: Nunes Tavares
    Moleh Henriques da Mesquità
    Joleph Israel Mendes
    Dr. David del Valhe y Saldanha:

    Continua com muitas outras casas e famílias

    João Felgar

  2. Isto é do ano 1753, tenho de datas de 1519, todas as famílias que se dizem católicas em Portugal, está aqui os vossos nomes e eram Hebreus judaicos como Cristo.

    Nazareth, Roi des Juifs. Beauptum: Jesus Nazarenus, Rex coup de Juiss lurent cette in Judæorum. Hunc ergo titu- scription, parce que le lieu où Jum multi Judæorum

    Ishac de (m. de Dav. Vieyra
    Binj. Hisq.de Cafleres Henriques
    Selomoh Valabrega
    Semuel Levy
    Jehuda Salom
    lahacob de Da. Abaab Osorio
    Joleph Ailion
    Abraham Lopes Laguna
    Ja. de Selomoh Belmonte
    Jeholua Haim Sarfaty
    Selomoh de Mof. de Crasto Ja. Rephael Sarfaty
    Ish. Abrabanel Henriques Ishac Palacios
    Abraham Gomes da Silva Daniel Machorro
    Semuel Bueno Henriquċs
    Ishac Pelloa
    Moleh de Torar
    Jof. Haim de Dan. de Jos de la Penha Imanuel da Silva Efteves
    Moleh Abendalak
    Aharonde Pinto
    Ishac de Pinto
    Jol. Hisq. Curiel Franco Abraham Machorro
    R. Menasieh Delgado Ja. Cohen Farro
    Jof. Haim de Meza Joseph Suaflode Lima
    Ja. Abendana Namias David dc Ja. Ballan
    Is. de Semuel de Prado David de im. Vieyra
    Daniel de Leon Tobiau Rodrigues Mendes
    Abraham de Cordova Sel. de Da.Israel Pereyra
    Aharon de Chaves Abraham Rephacl Curiel
    Abraham Reph. Semach Ferro Abraham Orobio de Castro
    Semuel Saportas Ishac Sigala
    Mol. de Da. Haim Hifq. Levy Maduro Abraham Levy Ximenes Pereyra Ja.
    Jelurun Barzilay Ishac Rodrigues de Aguilar
    Ja. de Is. Alvares Ishac Orobio de Castro
    Ja. Jelurun Pinto Sclomoh de Ja. Israel Pereyra
    David Aboab Olorio Semuel de Is. Lopez Salzedo
    H. Joseph Sarfatim Jehiel Fua
    Abraham Baflan Semuel de Reph.Usiel Cardoso
    Binjamin de ll. Mendes da Costa Mos. de Ja. Henriques Medina
    Mos. de Jehosua Henriques Selomoh Henriques Fereyra
    Ioseph Jesurun de Oliveyra Jshac de Lima
    Abraham de Mordechay Abenatar Jahacob Mendes
    Mof. de Ja. Alisy. Jefurun de Oliveira Daniel Azulay
    Semuel Oeb Ishac Pereyra Brandao
    Selomoh Abensur lot. de Is. Capadole
    Abraham Senator Dav. Vaz de Oliveyra
    Abraham de Dayid de Moza Abraham Cohen Caminha
    Mol. Lopes Laguna Moleh Marselha
    David Machorro Dav. Hilq. Israel Pereyra
    Abraham de Jof. de la Penha
    Moleh de Eliezer de Leao
    Abraham Henriques Ferriera
    Abraham de Aharon de Mol. Sarfaty IshacMendes da Costa
    Jol. Israel de Andrade
    Dr. David defl.H. Jahacob de Mcza Dav. Imanuel Aboab
    Abraham Cohen Rodrigues Resh.de Mol,de Maskil Reph. Mendes Jabacob Espinosa da Costa
    Jahacob de Mof. Salom del Valle Ja. de is. Hisq. Jesurun
    Aharon Abendana Ja. Henriques Morao
    Abraham de Sabetay Dias da Fonseca

    PAUTA dos Sra. Irmaos. Ishac Delgado

    Molch Vliel, 11. de Ja. de Pinedo
    Moseh Gomes de Crafto Mos. Cohen
    Ish. Mendes Penha Binjamin de Mof. Lopes Colaco Moseh Lopes Colaço Is hac Rodrigues Alpalhào
    Abraham Semach Ferro Jehuda de Ja. de Prado
    Semuel Curiel Aharon de David de Pinto
    Jahacob de Ja. Moreno. Joseph Saportas
    Jehofua Guedelha de Mattos David de Binjamin Spinola Catella
    Abraham de Ja. Pereyra Brandao David de Daniel da Fonseca
    David de Abraham Kcyzer If. Abendana Namias
    Jahacob Jelurun Imanuel de David Vieyra
    Moseh Ocb Brandao Imanuel de Ja.Curiel
    Abraham de Ilhac Alvares Aharon Lumbroso de Maitos
    Abraham de If. Franco Mendes Imanuel Calo
    IC. de Jof. de Meza
    Joseph Levy Vitoria
    Icholua de Mor.de leos. Cohen Peixotto
    Abraham dc Imanuel de Abraham Daniel da Silva Solis Namias de Crasto
    Semuel Haim Bueno de Mesquita
    Ishac. de Prado
    Ja, de Ab. Cohen Peisotto Semuel Guttieres
    Ja. de David de Pinto David Abarbanel Souza,
    Ishac Franco Mendez Abraham de Eliau Jefarun de Oliveyra
    Mol. Machabeo Ishac Henriques Farro
    Is. de Daniel Dias Vasques Jahacob de Ancona
    Ja de Abraham Moreno Ja. de Abraham d2 Valença
    David de Il. de Mercado If Aburbancl Barbota
    Abraham Rodrigues Henriques Is. de Aharon Capadofc
    Ilhac Franco Drago Rcphael Cohea de Azevedo
    Ilhac Cohen Lobato, H. Iof. Gomes Silva
    Jahacob Hil.da Veiga Henriques Ja, Senior Hicnriques
    Abraham delf. Semach Aboab Moleh Rcphael da Veiga
    Daniel de Ja. Pereyra IC. Senior Coronel
    H. Selomoh de Meza Aharon de Crasto
    Binjamin Vaz Martins Ja. de Mol, de Chaves
    Abraham de Ja. Ifrael Pereyra Abraham Nunes Tavarcs
    Moleh Nuncs Henriques Ishac Dias Vaez
    Nathan delmanuel Curiel Abraham Alburquerque Pimentel
    Elila Gomes Soares Molch de Crasto
    Ishac de Da, Franco Mendes
    Jahacob da Silva Mendes
    Jahacob de Dav. Israel Pereyra

    João Felgar

  3. E isto continua e continua com famílias Portuguesas y Espanholas, com títulos de nobreza, representantes do Clero do Judaísmo em Portugal. Todos devem refletir, aqueles que são católicos e devotos pela fé católica, questionem se, procurem pela vossa verdade. Mudem para a vossa Origem, na qual se sentem sem compromissos, sem culpa.

    Eu quero o meu povo de volta a Portugal y Espanha.

    Abraham Lumbroso Hiya Cohen de Lara
    Ishac. Lopes Silva Abraham Aletrine
    Jehuda Pereyra A bas Is. Alvares de Leao
    David Senior Henriques Abraham Cohen Farro Salazar
    Mordechay Franco Mendes
    Ishac Teixeira de Mattos
    R. David Guerman
    Mol. de Maskil Reph. Mendes da Costa Mof. de la. de Mof. de Leaö
    Abraham Dias Brandao
    David Henriques de Castro
    David Valabrega
    Abrahama de Ishac Capadole Moleh de 11. Ifrael
    Abraham de lehuda Haim Nunes da Costa Ja. de David de Ja. Senior Coronel Ishac Rodrigues Penamacor Jot. de Jos. Bueno de Mesquita
    Ishac Ribeyro Semuel Macherro
    Jahacob de Im. de Pinedo Moleh Telles da Cofta
    Ishac Alvares Aharon de Ab. Lopez Colaço
    Ishac de Mercado Ja.de Mor.de Craito
    Imanuel de Im. Namias de Crasto. Dr. If. de Selomoh Perez
    Dr. David de H. H. Selomob de Meza Aharon de lf. Capadofe
    Aharon de Da, Franco Mendez Jeholua de Mof. de Ja: Cohen Peixotto Is. de Abraham Hisquiau Levy David de Mor. Senior Coronel
    Imanuel Jelurun Alvares David de Il. Hisq. de la Penha
    David Naar Semuel Gomes da Costa
    Binjamin de Is. Benvenifte II. de Jos. Levy Flores
    Seinuel Mendes da Costa Mol. Rodrigues Lopez
    Mol. de Ja.de Pinedo f. de Abraham da Costa
    Jehosua Capadole David Abendana Namias
    Binjamin Dias (utriçres David de Abraham Hilq. Levy
    David Vas Martins Mob. Curiel
    Jahacob Salom Binjamin de IS. Jesurun
    David Oeb Abraham Castiel
    Jahacob Rodrigues Nietto I. Robles
    Jahacob Henriques Medina Mof. de Ja. dc Molina,
    Jos, da Silva y Castro Binjam in de Da. Aboab Oforio
    Mos. de Ja, Israel Pereyra Abraham Teixeira de Mattos 11. de Nathan Curiel Dr: I. Baruch Pardo
    Selomoh de Ja.de Meza II. de Sabetay Dias da Fonseca
    Abraham Hilq. Levy Eliau Lopez Colaço
    Jehudah Cantón Il. lesurun Alvarez
    Aharon Marselha Mofleh Rodriguez
    Joseph Daniel de la Penha Jahacob Senator
    Jahacob Abenhacar David de Lara
    Semuel Nuncs Henriques Jabacob de Jos. Teixeira de Mattos Joseph de Prado

    PAUTA dos Sres. Irmaös. David de Elisa Pereyra

    Abraham Cohen de Lara
    Aharon de Jahacob de Prado
    Ishac de Leon
    Jahacob de Mor. Abrabanel Aredes David de Ish. de Leon
    Elisa de Da. Pereyra
    Ishac de Mos. Israel Suaflo Jahacol de Aharon de Ja. de Prado Jahacob de Mol. Israel Suallo Josiph Cohen de Azevedo
    Aharon de Mor. Israel Suaffo Dr. Ishac de Abraham Dias
    Binjamin Israel Suaslo Mosch Abendana Mendes
    Ishac Henriques Ferriera Abraham Vaz de Oliveyra
    Binjamin Heiyriques Ferriera Daniel de Jol. de la Penha
    Daniel Moreno Henriques Jahacob Saportas
    Da. de Ja. de Da. de Pinto Selomoh Lumbroso de Mattos
    Aharon Lopez Salzedo Aharon de Sel. Lopes Colaço
    Aharon de Meira Cohen David Franco Mendes
    Dav. de Mord. Haim Senior Ab. de Máskil Reph. Mendez da Costa Selomohde
    Dr. Ishac Perez Ishac de Crasto

    Temos famílias na Republica que se dizem católicos, muitos são deputados e presidentes sei la do quê e foram Judeus, mudaram a lei para dificultar a entrada de Judeus em Portugal. Tudo isto com a logística da moral dos meninos bem comportados da Católica. Até deram a essa Igreja património português pela Concordata.

    Triste gente.

    João Felgar

  4. Aqui em baixo, deixo algumas ilustres famílias que hoje são católicos e tem a liberdade em professar o que quiserem, mas não façam leis contra a entrada de Judeus em Portugal, não bloquem algo que as vossas famílias no passado foram Judeus, passem a vossa mão pela vossa consciência

    Imanuel Namias Torres Menalè de Da. Gaon
    Imanuel de Mos: Israel Suallo Sem. Hisk. Levi Ximenes
    Abraham Lopes Arias Sel.de Ab. Senior Coronel
    Da: de Jos: Israel Ricardo Ja. de los de los Rios
    Da: de Aharon Sarfary Da. Semach Aboab
    Dar: de is: de Dan: dias Vasques Da. Jessurun Lobo
    Rehuben Abenatar Da. de Sem. Mendez da Costa
    Semuel de Da: Hisq. Levy Ximenes Da. de Mof. Abendana
    Nethanel Foa Abraham Canton
    Daniel Lopes Arias Ja. de Bin: Oeb Brandao
    Henriques Medina Ja. Nunes Castello
    Selomoh de Da: Henriques Fereira Ephraim Levi Vitoria
    Jahacob.de Imanuel Curiel Aharon de Maskil l1. Rephaclde Meza Jahacob de Js:de Ja: de Prado Ab. Machorro Orobio
    Jshac Israel de la Penha
    Jahacob menjes do Vale Joseph de Aharon de Pinto.
    Ishac seluruu Lobo Joseph Jellurun Lobo..
    Lopes Mclhado Abraham ‘Abendana de Britto.
    Eliau de Åb: Jeluruin de Oliveyra linan, dela. Nunes Castello
    Imanuel de Ab: de Js: Capadose Binj. de la. Nunes Castello
    Aharon de Aharon Bueno de Mesquita Aharon (Ienriqueada Mesquita
    Aharon Franco drago Selonoh Meneles de a Costa
    Abraham Cohen de Azevedo Selomoh Aillion
    Abraham de lo:: Mendes Coutinho Israel Foa
    Rephael Machorio Joel Israel Machorro
    Fernandes Nudes Moseh Haim Abendana de Britto
    Teixeira de Martos Isbac Cardozo da Costa
    Nunes Tavares

    Senhores Irmaos da Corte de Haya.. Ishac Siprut de Gabay

    Abraham Levy Ximenes

    Jcofleph Abrabanel Aredes
    David de Josseph de Pinto

    Sres. Irmaos de Bayona.
    Moseh de Pinto

    Sendo Administradàr o Sr. Ja… de Selomoh de Ab, Azulay

    Is. Nunes. Tavares,
    Imanuel Ifrael Suaflo
    Jahacob de Pinto
    Ishac Nunez Tavares
    Moseh de Jahacob de Pinto
    Abraham Fernandez Alexandre 1.? amin da Costa
    Semuel Fernandez Alexandre. Ishac de Ishac Nunes Henriques
    Abraham Gomez Rabello
    Mof. da Silva Valle Abraham Ifrael Suaslo
    Jof. Henriques Tuliaö Binjamin de Js: Teixeira
    Jahacob de Ir. Nunez Tavares
    Abraham de Js: Ifrael Suasto
    Mofl: Robles.
    Abraham de Ja: Israel Suallo
    Abraham de Mos: Ifrael Suaflo
    Abraham de Aharon Ifrael Suaslo.
    Ishac Mendes
    Jahacob de Aharon Ifrael Suaffo.
    Ishac de Selomoh de Crafto
    Jahacob Henriques
    Jahacob Semach Ferro
    Moseh de Castro
    Abraham Mendez de Crasto. H. Jos: Brandao Belmonte

    Da. de If. de Da. Baruch Louzada stes, Irmaos de Hamburgo

    Semuel Robles
    Ab. Hisq. da Colla Guidon Cohen Lobatto

    João Felgar

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