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Sobre o blogue

O blogue "Raiz & Utopia" é espaço de encontro e de diálogo, em defesa de uma cultura livre e pluridisciplinar. Retomamos o projeto da revista “Raiz e Utopia” fundada por António José Saraiva, Carlos Medeiros e José Baptista em 1977, cuja direção foi assumida por Helena Vaz da Silva, tornando-se uma referência na cultura portuguesa, pelo carácter inovador e inconformista, reunindo colaboradores como Edgar Morin, Eduardo Lourenço, António Alçada Baptista e Alberto Vaz da Silva.

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A Vida dos Livros

A VIDA DOS LIVROS

De 13 a 19 de setembro de 2021

«Os Fidalgos da Casa Mourisca» é a última obra de Júlio Dinis, já publicada depois da sua morte. Há cento e cinquenta anos morreu Júlio Dinis (1839-1871). Desde então muito se tem debatido sobre a importância real do romancista na cultura portuguesa.


UM AUTOR POUCO LEMBRADO
Lembramo-nos do que Eça de Queiroz disse quando soube da morte de Júlio Dinis: “Tréguas por um instante nesta áspera fuzilaria! Numa página à parte, tranquila e meiga, pomos a lembrança de Júlio Dinis. Que as pessoas delicadas se recolham um momento, pensem nele, na sua obra gentil e fácil, que deu tanto encanto, e que merece algum amor. (…) Júlio Dinis viveu de leve, escreveu de leve, morreu de leve” (As Farpas, setembro de 1871). É um comentário que pressupõe distância, que compreendemos por parte de quem pugnava por uma renovação profunda da literatura e do pensamento, colocando o autor de Uma Família Inglesa no lado romântico da geração que o antecedera. Trata-se de uma apreciação comprometida, e o certo é que o comentário persistiu ao longo do tempo, numa situação agravada pelo facto de Júlio Dinis ser um dos nossos melhores escritores, infelizmente mal compreendido porque pouco lido. E assim fica por parte de Eça de Queiroz o reconhecimento de uma aura de simpatia, apesar da relativização da obra. Contudo, estamos perante um dos mais marcantes autores da sua geração, que bem conhecia os mais importantes autores da língua inglesa do seu tempo, notando-se a preocupação especial no tratamento dos temas dos seus romances, obedecendo a um sentido cuidado de clareza, verdade e pedagogia, além da escolha de um ritmo ponderado capaz de entender a diversidade da vida, de procurar a autenticidade e a regulação dos conflitos, numa gradual aproximação ao naturalismo.  Jane Austen, Charles Dickens ou William Thackeray eram bem conhecidos do romancista portuense, notando-se essa influência, não numa perspetiva de escola, mas com uma preocupação de compreender e representar a sociedade portuguesa.


AUTOR MAIOR DA NOSSA LITERATURA
Júlio Dinis é um autor maior da nossa cultura, com identidade própria, profundamente influenciado pela melhor literatura anglo-saxónica. O certo é que não é possível conhecer a sociedade portuguesa do seu tempo (e as origens da nossa) sem ler os seus romances, onde se nota, com nitidez a coexistência da tradição antiga, patriarcal e conservadora, do tempo anterior, com as manifestações e anseios de modernidade, de uma nova época. É o Portugal profundo que se confronta com o mundo em mudança. As personagens do romance português do século XIX coexistem e coabitam. Dir-se-ia que as gerações se sucedem e se completam, entre dramas e desencontros, entre anseios e sonhos – com Garrett, Júlio Dinis, Camilo e Eça. Em bom rigor, se não seguirmos essa pequena multidão pouco compreendemos. E quando se nos depara a rica panóplia de Portugal Contemporâneo, não podemos esquecer que tudo está ilustrado nessa rica complementaridade romanesca. No caso de Júlio Dinis, numa leitura superficial, pareceria que são os fatores conservadores a prevalecer. É uma ilusão. Leia-se As Pupilas do Senhor Reitor, publicado em 1866, Uma Família Inglesa, retrato da vida citadina e da pequena burguesia nascente (1868), A Morgadinha dos Canaviais, a melhor análise da vida política do constitucionalismo liberal. O que o romancista já anuncia é o surgimento do realismo e do naturalismo, sobretudo numa Europa em profunda mudança, como os jovens do Bom Senso e do Bom Gosto cedo compreenderam. Atormentado pela doença, luta contra o tempo, em 1869, parte para a Madeira, em busca de melhoras da doença, reflete profundamente sobre o mundo que se transforma. Em 1870, no Porto publica os Serões da Província e conclui Os Fidalgos da Casa Mourisca, cujas provas tipográficas já não acaba de rever. E é talvez nesta ponta final que poderemos encontrar uma curiosíssima síntese capaz de fazer compreender a sociedade em que o escritor vivia e que anunciava culturalmente significativas mudanças. A leitura da obra romanesca de Júlio Dinis permite-nos lidar com uma literatura que acompanha a evolução de uma sociedade que se vai emancipando progressivamente pelo exercício da liberdade.


ENTENDER PAÌS PROFUNDO
Se entendemos o país profundo na complexa trama de A Morgadinha dos Canaviais, em especial na tensão extraordinária entre o Conselheiro Manuel Bernardo Mesquita e Joãozinho das Perdizes e no panorama do enredo, não podemos compreender o liberalismo constitucional português sem ler o romance e sem compreender as suas personagens. Mas, como assinalou com extrema pertinência, Helena Carvalhão Buescu em “A Casa e a Encenação do Mundo: ‘Os Fidalgos da Casa Mourisca’ de Júlio Dinis” (“Veredas – Revista da Associação Portuguesa de Lusitanistas”, 1, Porto, 1988) o romancista na sua derradeira obra usa a metáfora da “Casa Mourisca” para representar Portugal, enquanto realidade histórica e política. No início, o velho País, como a casa do título, surge majestoso e severo, dominado pela questão do tempo e pela heterogeneidade da sua construção. À imponência de um passado visto como glorioso mas perdido, segue-se a decadência material do presente, projetando-se a recuperação do futuro. “Os tempos e os países, reflete Júlio Dinis, não se fazem já da predominância de velhos senhores agarrados à tradição enclausurante do passado, mas do estabelecimento de mediações e contratos (sociais, evidentemente, que Rousseau não é já desconhecido) que ao mesmo tempo preservem (trata-se de uma solução reformista) e alterem o tecido social no sentido da sua heterogeneidade e cooperação interativa” (H. Buescu). Deste modo, aproximamo-nos da reflexão de Gonçalo em A Ilustre Casa de Ramires – e, nas duas situações, as Casas são as matrizes sociais. Portugal, isto é, a Casa Mourisca (como na Torre de Ramires) não se constrói pela eliminação de contrários, mas pela criação de condições para a convivência, através do contrato social. A guerra civil nacional reproduz-se em miniatura na Casa Mourisca, no confronto dramático entre D. Luís Negrão de Vilar de Corvos e o cunhado, ou no diálogo entre Frei Januário e o liberal hortelão ex-companheiro do cunhado morto. A verdade é que a guerra civil terminara há mais de trinta anos, mas importava entender esse tempo como passado. Maurício, Jorge e Berta da Póvoa representam um novo tempo e uma nova vontade. A filha de Tomé da Póvoa, antigo caseiro de D. Luís, representa, assim, como a sociedade se transformava decisivamente. “Desenganemo-nos; a época não é de privilégios nem de isenções nobiliárias; é de trabalho e de atividade. Plebeu é hoje só o ocioso, nobre é todo o que se torna útil pelo trabalho honrado”. Um escritor é a sua época e projeta-se para além dela, usando a literatura como modo de melhor compreender os acontecimentos e as pessoas. Eis a atualidade permanente da melhor literatura. Júlio Dinis faz parte dela.    

 Guilherme d’Oliveira Martins
Oiça aqui as minhas sugestões – Ensaio Geral, Rádio Renascença

3 comentários sobre “A VIDA DOS LIVROS

  1. O Eça de Queiroz deixou nos descendência, por linha paterna na zona de Aveiro, Verdemilho, uma família com as obras de seu antepassado escritor notável que deixou algumas rabiscos de outras obras que nunca foram publicadas e passaram pela família o espólio.

    Não sei se a casa de Mourisca existiu alguma vez, apesar de que, existem ato III que aborda Mourisca, mas não aparece em mais lado nenhum comedias e conversas da casa de Mourisca

    Comedia Ulysippo – Página 128
    Jorge Ferreira de Vasconcelos · 1618

    E era , nas màs horas , que andaua elle emburilha . do com húa sua Mourifca : & a cadela , em vez de lhe ser leal , andaua com hum mulato de casa , porque bebia os ventos . O senhor veyo lhe a cair nisto , & tomoulhe tal auorrecimento …

    VLY SIPPO DE IORGE FERREIRA DE Vasconcellos. NESTA SEGUNDA IMpresao apurada, & correcta de algūs erros da priceira. Com todas as licenças neceßarias, EM LISBO A:
    Na officina de Pedro Craesbceck. Anno M.DCXVIII,
    Com Priuilegio Regio Taixalle este liuro em oito vint em papel. Em Lisboa a 24. de Ab de 1618.
    L. Machado Gamao O Pimestre Fr. Thomas de S.Domingos q veja esta Comedia Vligppo,& informe com seu parecer. Lisboa 11. Dezembro 1617. Bertolameu d Afonsequa. Antonio Dias Cardoso. Fr. Manoel Coelho. loão Aluares Brandão. Gaspar Pereira.

    Bragança. VI efta Comedia chamada Vlyfippo composta por aquelle galante,& elegante cortesað Portugues Torge Ferreira de Vasconcellos : & assim como està’não tem impedimento pera se tornara imprimir,antes está chea de muy varia lição, & excellente estilo,acomodado a materia de que trata,& tem muitos lugares de provei tofa doutrina;& q bem merece andar nas mãos de todos os curiosos cortesoés, por se ver nella a phrase Portuguesa em sua antiga pureza & perfeição, Por onde me parece que se lhe pode dar a licença que pede. Em S. Domingos de Lisboa 18. de Dezembro de 1617. Fr. Thomas de S. Domingos.

    pagina 128 a 130

    Quanto melhor isso he, que ser senhora do mudor (vlys.) Assi digo eu se tal he: mas dahi a ser terei mais duuidas que hum solicita. I dor de Alegrete. Tudo porem pode ser, 1 que neste tempo tambem Deos he feruido como nos passados, & juncamente offendido: assi foi sempre,& assi ha de ser. Com tudo nesta idade me parece que florecem cobiça,& hypocresia muito mais que noutras, & andão agermanadas, & enxeridas húa com outra, & táo prosperas,que tudo tentão. (Cost.) He húa boa creatura. Em fim senhora que lhe digo,vé ella & faz a deuação das palmas: 9 quan: do ha de ser o que pedis, ajuntaõsc per fi húa com outra: & vigiuelmente se lhe a. juntarað, & vio claro que logo o marido daquella senhora não entendeo mais em seu mao caminho, & ficarað muito amigos. Porque parece ella daualhé muitos achaques & desgostos, & elle pela abrandar lançou mão de hum negocio que a enfadou, donde ella fez da necelsidade virtude, & conformou se com elle.

    E era , nas màs horas, que andaua elle emburilha. do com húa sua Mourifca: & a cadela,em vez de lhe ser leal, andaua com hum mulato de casa, porque bebia os ventos.

    O senhor veyo lhe a cair nisto, & tomoulhe tal auorrecimento, que a não vio mais. E iito causou a deuaçao das palmas. (vlys.) Nem podia ser outra cousa. Ella dizlhe primeiro a causa da desavença do outro: & depois afirma que as palmas o adeui nharao. Boa està a nossa vida com estas superstiçoés. E que diga csta que le hao de juntar as palmas,& dar final comoendemoninhado que lança ceitil furado? (Phyl) O buscaime essa molher que me faça efla deuaçao,& custeme o que custar, que as manilhas venderei pera isso. (Cost.) Ora leixaime com o cargo, que eu vos prometo ir daqui buscala, que vola comece hoje: mas ha mister que me de dinheiro pera ro pera noue vellas, que haõ de ser de cera de enxame nouo,& haõ de ter o pauio de esparto por hum certo respeito. (vlys.) Boa està minha fazenda gastada nestas truanias. (Phyl.) Vos lhe levareis auiamento pera tudo,não fique porillo.(Vlyf.)Que tanto vos ora cufta. (Phyl.) E depois me mandareis fazer outra sobre hum casamé. to, que se fala pera Tenoluia,que não he de muito meu geito. (Vlys.) Saber isso me basta a mi,pera saber que não serei poderolo pera o acabar, por mais que medesuele.

    Com certeza que deve ter existido qualquer coisa em 1870, o único registo digno dessa arte é de 1618

    João Felgar

  2. O Dom Luis I, não tinha caseiros Tomé da Povoa, não, será que me pode facultar o foral de rei, como casal do rei ?

    Vou deixar o registo mais antigo de doações de casais do rei e quem eram ! e quais os laços de sangue ao rei, casal do Rei. Isto acontece desde o principio de Portugal até ao fim de D. Manuel II, respeitando normas e casas pré estabelecidas.

    Doaçõ n. 52. abaixo referida no s 103.; com a outra n. 4. , debaixo do tit. de Vila cona a f. col. 2., como foi feita ao Spital por Gonçalo gl’iz de Couelo cakaleyro de qnanto euía en figuegredo terra de Viseu , nas quaes seja expreslo aquelle mesmo nome. Mais declaráram tinha ganhado a fobredita Ordem de testamento hum Cazal semelhantemente Reguengo na Villa, ou Aldea de Santiago (a que se achou tinha dado Foral o Sr. Rei D. Affonso Henriques na E. de 1207), fem delle fazer fôro algum a El Rei; ainda que o fazia o Mosteiro de Salzeda de outro Cazal ahỉ tambem ganhado: bem como estava tendo na Aldea de Paços, termo d’ Hermamar, o fôro annual de huma teyga de trigo, e corazil, de hum Cazal della , igualmente Reguengo. E pelo acima citado Regiftro só me reita do que nomeadamente se encontra nelle , para dever aqui ajuntar-se mais , a Doaçõ n.589 f. 10.9., que fezerom P. godijnz (talvez o de que se fallou no S 157. da Parte I.) & outros ao spital da herdade que auíā en fonteelo & ē lazarjn; outra Doaçõ n. 14°, debaixo do proprio tit. de fontéelo, a f. 48. ¥. col. 1.; que á mesma dita Ordem fez Maria rrõiz da sua herdade en fonteelo : e finalmente a f. 49. V. col. 1. em o n. 4! a Doaçõ que fezerom os filhos de frey fernādo a Gonçalo fernandez feu Irmádo derdade que é en fontéélo; sem que me pareça mais poffivel liquidar, que o referido Fr. Fernando seja o de quem remos nos SS 145.e 16c.desta Parte II., do que a identidade de seu filho Gonçalo Fernandes com aquelle, que já deixo contemplado no S 264. da Parte I. Pelo que tudo (23), junto ao que abaixo

    Este é o único registo fabricado no Estado Novo, fabricado de raiz

    A vida rural no romance português – Página 16
    António Alvaro Dória · 1950 · ‎Vista de excertos
    EXCERTO DO TEXTO – PÁGINA 16
    impedia que muitos fidalgos rurais acamaradassem de súcia com os seus caseiros em romarias e « espe ras » … N’Os Fidalgos , Jorge , o sisudo filho de D. Luís , casa com Berta , a formosa filha do Tomé da Póvoa , antigo criado do …

    João Felgar

  3. Vamos aos Casais que os Reis deram foral desde o seu principio até 1500, são as famílias detentoras de foral de Rei para cada terra ou lugar, uns eram Super Casal ou seja nobreza que detinham mosteiros, terras e vizinhos. E não aparece em lado nenhum, casal de Tomé da Povoa.

    Hic est post parte de illos ambos Ferreirous , in Lagenosa medio casal de Onorigo , qui fuit de Froila Fernandiz: ereditate de Seruoei in Sirgarios , quos tenet Gundisaluo Pelaiz et Ero Zadoniz: er super Ero Zadoniz tercia uno casal, qui fuit de Gundisaluo Azariz: super Onorigo Carro casal de Asterigo Zariz: super Ero Zadoniz casal de Odorio: super Maria Adaufiz casal de Vimara : super Gundisalvo Pelaiz casal de Toiverto : super et casal de Godina Fernandiz, et casal de Fernando , et casal de Arias Diaz , et casal de Zeseiro in Palacios : super Gundisalvo Pelaiz casal de Diago Ansuriz et casal de Sesnando Aldretiz , et medio de casal de Asterigo : et super Cidi Arias medio de casal de Asterigo, e medio de Garcia Gaviniz: et super Eldreveo REA casal de Sesnando Ansuriz: et super Gundisalvo Sanza IC casal de Onegildo : super Diago, et super Ansemiro caso !! sal de Petro Eldretiz , et casal de Aldreto Aldretiz , pro illo potueritis invenire in Teuvas : super Gund’salvo Sanchiz casal medio de Ansemiro Ferreiro, casal de Garcia Pinoniz, et inedio de Pinoo; super Arias Eitaz medio de Anserniro Ferreiro: et super Dona Orpina, super Menendo Pelaiz casal Doide, et Gavino cum sua ereditate , casal de Trasufu, quos est in Teuvas, per ubi potueritis invenire. In vila Laurosa, super Petro Menendiz, casal de Petro Zacar’as in Vila Rorca : super Gunzalvo Pelaiz casal de Gunzalvo cavaleiro. In Nespereira casal de Afonso, .minus inde a dezima. In villa Mauri super Eio Zadoniz casal de Zacarias. In Cerzedelo super Garcia Men nendiz, et Dona Goda casal de Menendo Alvitiz, ec casal de Quiriago, per ubi potueritis invenire , casal de Fafia per ubi potueritis invenire: super Diago Manzoriz medio casal de Petro Dordaz , et medio per ubi potueritis invenire. Et hic in Cerzedelo casal de Rodrigo Tedoniz, fora inde illo comaro de sun vinea usque in illo forno teleiro, et illa eredicate de I’clagio Carvalo, minus aquarta , per ubi potueritis invenire.

    In Pobelide super Ero Zadoniz, et super Madreduce casal de Pelagio Gunzalviz: ereditatate de Pelagio Falafe super Pelagio Gavinis : super Gundisalvo Froliaz Casal de Maruam : super Gotierre Iohanis casal de Diago Curidiz: super Gunzalvo Froiazi , et super Froila Sendiniz , casal de Petro Salvadoriz: super Domno Sendino Randufiz casal de lusta : super filios de Migael casal de Frolia Cidiz in Silvares : super Sendino Randufiz casal Alvitu Merliz: super Diago Presbiter quiniones duos de Gunzalvo Suariz : et super Gunzalvo Afonso una vinea data de gasal de Gonzalvo Suariz : super filios de Don Guandia casal de Odorio Carpenteiro : super Ariaz Diazi una bouza de casal de Eldonza : super Pelagio Odarizi casal de Pelagio Gontemiriz: et super Diago, et super Pelagio Odariz, casal de Garcia Quebradel : super Pedro Pelaiz casal de Gone zalvo Parentiz: et de lohane Parentiz, e de Pedro Parentiz in Lamascales : super Pedro Pelaiz et casal de Vimara , et casal de Egas : et super Pelagio Fromariquiz media eriditate de Frogia Calvo est duos casales, et casal de Juliano : super Arias Diaz casal de Diago Mironiz: super Juliano casal de Diago Mironiz et ipsa eredirate : super Menendo Gunzalviz uno pedaco de terra in Francia : et in Asperom super Dona Susana duos cas ales de Menendo Falconiz , et de ipsa ereditate una uinea , et in Berufi super Gotierre Cendas tres casales de Alvito Ferreiro in Bareiro : super Vermudu Gotieriz casal de Pelai Oleiro, et casal de Velia , et casal de Astrili, et casal de Monio Fernandiz, et casal de Egas Velazi , et casal de Pelai Veliazi, et casal de Cida , el casal de Froila Gidiniz , et casal de Pelai Toereiz, et casal de Roorigu Colar, et ereditate de Aluitu Ferreiro, et casal de Guindio : et super Diago Goesteiz casal de Gosteo Diaz, ereditate de Froila Quinteas et jaze in Pousafoles. · Et super Dona Susana duos casales in illo Azival’ de Diago Quintas, et in Villa Garcia duos casales.

    Isto continua são milhares de casais, uns com Super que saiaram dos Vimaranes ou Vimara

    João Felgar

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