FREI TIAGO VORAGINO
por Camilo Martins de Oliveira
A iconografia dos antepassados, da família, do nascimento e da infância de Jesus que a tradição dos crentes, pelo imaginário popular, foi reproduzindo em inúmeras imagens e outras representações artesanais, ou ainda, através de magníficas obras de arte hoje espalhadas pelos museus do mundo e pelas igrejas, do Vaticano a Portugal, ao Brasil, às Filipinas, pela terra inteira… é maioritariamente inspirada pelas descrições que se encontram na “Legenda Aurea”, que já conhecemos e visitámos. As fontes dessa obra de Frei Tiago Voragino são muitas, desde os livros canónicos da Bíblia a textos cristãos primitivos apócrifos até aos escritos dos Padres da Igreja, de bispos, monges, eremitas e santos, cronistas e comentadores, dos primórdios da cristandade até ao séc. XIII. Escreve Jacques Le Goff: “Tiago Voragino explora os géneros tradicionais da Idade Média: a compilação e, especialmente no séc. XIII, a enciclopédia. Os clérigos da Idade Média fizeram da compilação um método original e criativo… Quanto à enciclopédia, é uma especialidade que ocupa um bom lugar no grande movimento do progresso intelectual do séc. XIII: é uma suma que permite dar a medida dos conhecimentos acumulados, para que sirvam de apoio a ir-se mais longe.” Para esta quadra natalícia, retenhamos também esta afirmação do professor e historiador francês:”Como diz Tiago Voragino no princípio da “Legenda Aurea”, o mais importante neste desenrolar do tempo litúrgico, que é também o tempo da história, é a Incarnação de Deus: “pelo advento de Jesus Cristo tudo foi renovado”. O séc. XIII é um século em que os valores descidos do céu à terra permitem aos homens apoiar-se no presente para seguirem em frente. É um sécúlo de otimismo e esperança”. No presépio cósmico de Voragino que começámos a visitar entrando, por uma pintura de Fra Angelico, na manifestação da Natividade pela terceira categoria das criaturas, ou seja, pelos animais (burro e boi), a primeira proclamação da Incarnação de Deus é todavia feita pelo primeiro tipo de seres criados: os corpos puramente materiais. Pelos opacos, primeiro, com a queda da estátua de Rómulo e a sua destruição com o templo de Roma e a de muitas outras estátuas em inúmeros lugares. Já o profeta Jeremias dissera aos reis do Egipto que os seus ídolos cairiam quando uma virgem desse à luz um filho… Mas também corpos transparentes e translúcidos deram a conhecer o nascimento do Salvador, como predissera a Sibila: nessa noite, a escuridão do ar se transformou em dia claro, e uma nascente de água em fonte de óleo a desaguar no Tibre… Finalmente, deram sinal os ” corpos puramente materiais luminosos como os corpos celestes”… “Segundo a narrativa dos antigos, como diz João Crisóstomo, aos Magos que rezavam no cimo de uma montanha apareceu uma estrela, mesmo sobre eles. Essa estrela tinha a forma de um lindo menino, sobre cuja cabeça brilhava uma estrela. Esse menino dirigiu-se-lhes e disse-lhes que fossem à Judeia, onde encontrariam um recém-nascido. E nesse mesmo dia, três sóis apareceram no oriente, que, a pouco e pouco, se fundiram num único corpo solar. Assim se significava que o conhecimento de Deus trino e uno se espalharia por todo o universo, ou então que tinha nascido aquele em que três coisas, a alma, a carne e a divindade se conjuntavam numa só pessoa…” Frei Tiago, que viria a ser arcebispo de Génova, vai agarrando notícias, lendas e narrativas constantes da tradição romano-latina numa Europa que fora dominada e dividida pelos “bárbaros” conquistadores do Império Romano, e procura servir-se delas para consolidar a história e o pensamento de uma cultura em que se enraíze uma sociedade nova: a que se desenvolverá por burgos e cidades, em corporações e universidades, em comércio, indústria e navegação. Saída dos medos e da insegurança dos campos e florestas, a gente europeia começa a lidar mais racionalmente com o escuro da história e as superstições antigas.
Camilo Martins de Oliveira
Obs: Reposição de texto publicado em 21.12.12 neste blogue.
As fontes dessa obra de Frei Tiago Voragino são muitas, desde os livros canónicos da Bíblia a textos cristãos primitivos apócrifos até aos escritos dos Padres da Igreja, de bispos, monges, eremitas e santos, cronistas e comentadores, dos primórdios da cristandade até ao séc. XIII
O Frei Tiago Voragine, existiu quando ? Nos registos da Santa Sé, não existe nenhum Frei Tiago, faculte me provas do tempo onde esse Tiago Voragino existiu, grandes obras !!!!
Pedro de Poyares · 1667
PÁGINA 440
Voraginca , ou Boraginca com B . lugar pouco distante de Genoua , como diz Sixto Senense libro 4. verbo Iacobus de Voragine ; & Frei Hernando Camargo , y Salgado no Epitome delua Chronologia sagrada : Vorageginis
Caspar BRUELOVIUS · 1648
Conticã , heu pesteroli Totius , ex imo frei voragine Prodille , & in tuos ruiffe fubditos , Ce . Audita primúm an visa fers , edifsere . ” Nu . Visa fero , non rumore fparfa garrulo . Ce . Quid eft , quòd ifticraucà cornua personants .
Johann Bissel · 1658
PÁGINA 2
… ipse Magnus ; ingentibus in mare ja & is , ac demersis , rupium arborúmquc molibus : continenti denuò , quà parte Solem Oricntem refpicit , associat : frei voraginé explet : Tyrum , poft semestrem ampliùs oppugnationem , expugnat .
Este é do ano 2005 é do nosso tempo e desconhece se completamente esse Frei Tiago Voragine
Fabio de Souza Lessa, Regina Maria da Cunha Bustamante · 2005
PÁGINA 378
A Legenda Aurea e seus mártires A Legenda Áurea é uma compilação de vidas de santos escrita pelo frei dominicano Jacopo de Voragine , na segunda metade do século XIII . Compilação porque algumas partes da Legenda Aurea são recopiadas .
Onorio : dell’Assunta · 1718
PÁGINA 217
3 V D 1 1 . cate a guisa di voragine , che non ha fondo , non era la sua’s avidità di meno , che di divorarsi tutto il … e mandò il suo Figliuolo Verbo increato ad incarnarsi , a deluderlo , prendendolo con sè stesso come con l’ano …
João Felgar
Pois a Idade Média da Igreja Católica das maldades que fizeram às pessoas, talvez tenha ocorrido em Bizantino e Itália.
Porque em Portugal, Espanha, Germaniae eram Judeus, Hebreus. Os Beneditos, Dominicanos, Serafica, Grande Observância, Frades Menores eram todos Hebreus, todos.
Benedictum quod venit regnum patris nofiri David: cujus scilicet restauratio per Melliam futura, & tam diu exspectata , am tandem venit. Vnde quod hic addit Matth. Benedictus qui venit &c. Lucas cxprimit, Benedi&tus qui venit Rex, id cft omni benedictione & prosperitate repleatur Rexiste no• ster Mellias. Q!’I VENIT , non tamquam feipfum ingerens , sed IN NOMINE DOMINI, id est missus à Deo, & perfonam gerens Dei, vifitantispopulum suum. OSANNA IN ALTIS:IMIS , fupple audistur, ut fit quasi ardens populi cxhortatio ad exclamandum magnis vocibus Oranna Regi suo : vel,in , positum est pro , ex , hoc fenfu: Osanna , feu falus ac prosperitas, veniat Rogi nostro divinitus de cælis altislimis. Similis phrasis cft Pfal. 148. v. 1. Laudate Domini’m de colis, lat:detecllm in excelfis, id elt de excelsis : est enim repetitio Hebræis familiaris.
Filhos de David, os Reis de Portugal y Castellae
Prædi ctus igitur Alfonsus Rex Portugaliæ ex eadem Alfonsi filia genuit Dionisium. Hic factus adolela cens cum nobilissimæ Indolis valdè prudens , atque decorus foret. Rcgem ALFONSÝM Avum suum, apud Hispalim visitavit, cui enixe, & pro singulari munificentiæ dono postulavit , quatenus Regnum Portugaliæ dignaretur ab eo tributo liberare, quò Regibus Castellae ; si Legionis tenebatur ; videlicèt ve ad eorum curias Reges vocati accederent, & demum trecentos milites contra Mauros requisici mittere astringerentur. Rex verò ALFONSVS , & fi rem difficilem conspicere , paululum fubliltit: fcquutus tamen cuiusdam militis consilium, vr altec Amon filij David, qui consilio lonadab rem fecié libi , & populo damnolam, vt erat magnificentissimus’, nepoti cum suo , nec minus totius Regni dilcrimine complacere decrevit. Res igitur ad consilium deducta est: cum itaque egregias ;
DAVID ÆTHIOPIÆ REX. Legatio David Aethiopiæ Regis, ad Sanctissimum D. N. Clementem Papā VII. vnà cū.obedientia, eidem sanctiss. D. N. præstita. Eiusdem Dauid Aethiopiæ Regis Legatio, ad Emanuelem Portugalliæ Regem. Item alia legatio eiusdem Dauid Aethiopiæ Regis, ad Joannem Portugalliæ Regem. De Regno Aethiopiæ, ac populo, deq moribus eiusdem populi, nonnulla. Bononiæ apud Jacobum Kemolen Alostensem. Mense Februario. An. M.D.XXXIII. 4to.
Aqui temos o Carolo I de Espanha ou Carolo V da Germaniae
Conradus III. in privilegio Arelatenfi Ecclefiæ a. 1144. concello, b). “Iniperia„lia, inquit, decreta sequentes tibi, venerande Raimun„de, & per te ecclesiæ tuæ & fuccefloribus tuis nostra „regalia in urbe Arelatenfi, & totius tui Archiepiscopa tus diæcesi concedimus , scilicet justitias monetarum, » Judæos, fornarias, cordam, quintale, sestarium &c.” Habes hic Imperatorem Germaniæ, Judæos diserte inter regalia sua recensentem, & tanquam regale in Archiepiscopum ecclesiæ Arelatenfis transferentem, vel potius concellionem prioruin Cæsarum confirmantem
בשורת מתי עד היום הזה כמוסרה עם היהודים ונחבא במערותם ועתה באחרונה מתוך חוריהם ומחושך מוצאת לאור שנת הנך הרה ויולדת בן לפק מגאולתנו פה בפאריס האם בצרפת: EVANGELIVM HEBRAI cum Matthæi, recèns è ludæorum penetralibus erutum, cum interpretatione Latina, ad vulgatam quoad fieri potuit, accommodata. P A R Is Its, Apud Martinum Iuuenem.fub infigni D. Chriftus phori,è regione gymnasii Cameracenfium. M. D. I Y. .EPISC 19. TILIUS Briocen. Carolo Lotharingo principi Cardinali ampliß. S. P. D. Nno superiore profectus in Italiam, inter multos ac varios libros, hoc diui Matthæi Euangelium Hebraicum re. peri: quod equidem vt non aufim adfirmarede co quod fua ille lingua diuinitus coscripsit,expressum, ita ex eruditorum hominú & Cifalpinorum & Träsalpinorum testimonio atque prædicationc, possum asserere à Rabbinica dictione pluria
Christianum Moellerum Francofurti ad Oderam Anno 1700. 4. Novum Testamentum Hebraicum et Germanicum edidiffe Sed nulla eft verfio hebraica; folam Novi Testamenti Germanicam versionem typis Judaeo-germanicis exscribi curavit.
João Felgar