Faleceu no Uruguai este escritor para quem a realidade eram as zonas invisíveis. O mundo são histórias e não hiatos, dizia. “Veias Abertas da América Latina” será um livro de geração? Eduardo Galeano odiava espelhos pois multiplicavam as pessoas e, no entanto, teremos sempre o espelho que começa com Adão e Eva e vem até aos dias de hoje, nos 600 relatos breves em releituras que Eduardo faz da história. Partem no mesmo dia dois escritores diferentes, mas para ambos o chão foi sempre abruto e irregular, lá até à extrema terra de onde nos disseram adeus.
Se passos soassem ou se alguém fosse falar?
M. Teresa Bracinha Vieira
