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Sobre o blogue

O blogue "Raiz & Utopia" é espaço de encontro e de diálogo, em defesa de uma cultura livre e pluridisciplinar. Retomamos o projeto da revista “Raiz e Utopia” fundada por António José Saraiva, Carlos Medeiros e José Baptista em 1977, cuja direção foi assumida por Helena Vaz da Silva, tornando-se uma referência na cultura portuguesa, pelo carácter inovador e inconformista, reunindo colaboradores como Edgar Morin, Eduardo Lourenço, António Alçada Baptista e Alberto Vaz da Silva.

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EVOCAÇÃO DE AUGUSTO DE CASTRO COMO DRAMATURGO

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Merece referência a obra dramatúrgica de Augusto de Castro, e isto independentemente da sua vasta e relevante carreira e atuação como escritor, político e jornalista, assinalando-se especificamente os anos em que dirigiu o Diário de Notícias.

Os 50 anos da sua morte justificam, pois, evocação, ainda que seja hoje muito menos citado como dramaturgo.

E, no entanto, a sua obra dramática merece ser analisada: isto, independentemente da relevância da sua larga e significativa carreira como escritor, como dirigente de órgãos sociais e de imprensa e como interveniente em tantas e tão variadas áreas de criatividade e de intervenção…

Importa, pois, designadamente, evocar a dimensão relevante da sua dramaturgia, e isso a partir do reconhecimento da coerência epocal no que respeita ao teatro criado e praticado na época. Trata-se efetivamente de um estilo realista-naturalista dominante na época em que as peças foram escritas. E é então de assinalar designadamente a coerência criacional e epocal dessa vasta obra dramática, que envolve para cima de uma dezena de títulos.

E importa então insistir na coerência estilística dessa obra vasta e variada, que se inicia com uma intervenção académica produzida em 1902 com a revista de estudantes intitulada “Até que Enfim!” escrita em coautoria com João Lúcio para um espetáculo académico.

E vale a pena aqui referir o conjunto vasto e algo variado da dramaturgia criada por Augusto de Castro. No seu conjunto temos pois pelo menos 9 títulos, em que destacamos peças que na época marcaram o teatro e ainda hoje merecem evocação. E esclareça-se que pelo menos duas peças desapareceram na época: salienta-se então, nesse aspeto, a revista académica “Até que Enfim!” escrita em 1902 com João Lúcio.

E é ainda de referir que há títulos de peças que não foram publicadas, mas que merecem evocação global pelo significado da ligação vasta e variada de Augusto de Castro à produção teatral…

Em qualquer caso, evoca-se hoje aqui o conjunto vasto e variado da dramaturgia produzida por Augusto de Castro. Na “História do Teatro Português” referimos e analisamos especificamente e com desenvolvimento adequado um conjunto de títulos, para além da revista acima citada.

Temos então “Até que Enfim”, “Caminho Perdido”, “Chá das Cinco”, “Amor à Antiga”, “Vertigem”, “As Nossas Amantes”, “A Culpa”, “As Mulheres e as Cidades”, entre outras peças.

E este conjunto, aliás suscetível de acrescentos, marca a produção do autor, mas também, insiste-se, a ligação ao teatro em cena, num ambiente que viria a ser reduzido…

E é então de assinalar novamente o sentido cénico que este teatro comporta e envolve.

 

DUARTE IVO CRUZ

 

 

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