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Sobre o blogue

O blogue "Raiz & Utopia" é um espaço de encontro e de diálogo, em defesa de uma cultura livre e pluridisciplinar. Retomamos o projeto da revista “Raiz e Utopia” fundada por António José Saraiva, Carlos Medeiros e José Baptista em 1977, cuja direção foi assumida por Helena Vaz da Silva, tornando-se uma referência na cultura portuguesa, pelo carácter inovador e inconformista, reunindo colaboradores como Edgar Morin, Eduardo Lourenço, António Alçada Baptista e Alberto Vaz da Silva.

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Lista de artigos

PRELÚDIO A UMA DECLARAÇÃO DE DEVERES

  Em 1943, ano em que viria a morrer, Simone Weil, então em Londres com a France Libre, escrevia o “Prelúdio à Declaração dos deveres para com o ser humano”, que Albert Camus publicaria em 1949, na Paris do pós-guerra, quando dirigia, na Gallimard, a coleção “Espoir”, pondo-lhe o título de “L´Enracinement”: “O enraizamento é […]

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NOVA EVOCAÇÃO DO CENTENÁRIO DE PRISTA MONTEIRO

Evoca-se hoje novamente o dramaturgo Hélder Prista Monteiro, nascido em 1922 e falecido em 1994, devendo pois assinalar-se o seu centenário. E será oportuno então referir que a transição estilística envolve os cerca de 18 textos que marcam a sua dramaturgia e refletem as transposições então claramente emergentes no teatro português. Na “História do Teatro […]

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Crónica da Cultura

CRÓNICA DA CULTURA

DE UM PONTO A OUTRO Sentada numa cadeira junto a uma porta por onde empregadas e visitas do Lar se cruzavam, estava Fernanda. No rosto, a expressão de uma profunda zanga mesclada com o sofrer revoltado por ali estar. Enganaram-na e ela sabia-o, agora. O seu tempo sem futuro iniciara-se, e se nada fizesse, a […]

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A ORAÇÃO DE FERNANDO PESSOA

  1. “Não acredito em Deus porque nunca o vi”. “Pensar em Deus é desobedecer a Deus, / Porque Deus quis que o não conhecêssemos / Por isso se nos não mostrou…”. Estas são afirmações célebres de Fernando Pessoa. É verdade: se não houvesse nenhuma experiência de Deus, se ele se não mostrasse, se não […]

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A FORÇA DO ATO CRIADOR

Ao lado do brilho da modernidade do plano de Haussmann, as ruínas dos velhos bairros amontoam-se no chão. O plano da nova cidade de Georges Eugène Haussmann, prefeito de Paris e arredores, consistiu numa modernização urbana em grande escala, porque abriu uma vasta rede de alamedas no coração da velha cidade medieval. Marshall Berman em […]

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CARTAS DE CAMILO MARIA DE SAROLEA

  Minha Princesa de mim:     Gabriel Fauré (1845-1924), compositor francês, foi mestre de capela na igreja da Madalena, em Paris. Gosto de o pensarsentir como um agnóstico de alma profundamente religiosa, e talvez seja no seu Requiem que ele assim tal qual mais se revela. Li algures – não me recordo de onde nem quando – a notícia […]

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BREVE EVOCAÇÃO DO TEATRO DE JOSÉ SARAMAGO

Aqui fazemos uma breve referência à (também breve) obra dramática de José Saramago, nascido em 1922 e falecido em 2010, o que de certo modo torna cronologicamente oportuna esta citação. A ela certamente voltaremos, mas parece oportuno esta primeira referência, independentemente, note-se, do que eu lhe dedico como análise na “História do Teatro Português”, que […]

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A LÍNGUA PORTUGUESA NO MUNDO

LXXXIV – AFETOS LINGUÍSTICOS E (NÃO) ESTRATÉGIA Os afetos existem e são fundamentais. Os afetos linguísticos não são muito diferentes daquilo que se passa entre pessoas. Por vezes estamos apaixonados, amanhã divorciados.   Tem de haver um conhecimento contínuo de um reconhecimento recíproco atualizado permanentemente. Mas não há uma sensibilidade política e da sociedade civil para […]

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