CARTAS NOVAS À PRINCESA DE MIM / EM REBUSCA DO JAPÃO XV
Minha Princesa de mim: Será por se dispersarem Que as flores da cerejeira Nos são tão queridas, Neste mundo tão efémero Em […]
O blogue "Raiz & Utopia" é um espaço de encontro e de diálogo, em defesa de uma cultura livre e pluridisciplinar. Retomamos o projeto da revista “Raiz e Utopia” fundada por António José Saraiva, Carlos Medeiros e José Baptista em 1977, cuja direção foi assumida por Helena Vaz da Silva, tornando-se uma referência na cultura portuguesa, pelo carácter inovador e inconformista, reunindo colaboradores como Edgar Morin, Eduardo Lourenço, António Alçada Baptista e Alberto Vaz da Silva.
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Minha Princesa de mim: Será por se dispersarem Que as flores da cerejeira Nos são tão queridas, Neste mundo tão efémero Em […]
Hoje citamos novamente António Ferreira como dramaturgo, na evocação dos 450 anos da sua morte, ocorrida pois em 1569. Nascido em 1528, a sua obra dramatúrgica assume especial relevância na modernização epocal da tragédia então e ainda hoje moderna, a partir da evocação dramatúrgica da “Castro”, sobre Inês de Castro, escrita cerca de 1560: […]
88. BREVE INTRODUÇÃO AOS DIREITOS HUMANOS Antes de sermos portugueses, europeus, africanos, americanos, asiáticos, somos todos, em primeiro lugar, seres humanos. Daí o ser humano, pelo facto de ser pessoa, ter direitos inalienáveis e indisponíveis, pessoais e intransmissíveis. São direitos que a ninguém podem ser negados, inatos e intrínsecos a qualquer pessoa, antepondo-se e […]
Lídia Jorge. A compreensão reside na continuada interpretação. Acedo à amizade que partilho com Lídia numa substancial eternidade do dito e do que fica por dizer, quando sabemos de cor como disseminamos silêncios viventes, troianos, pontuais, numa arte de hermenêutica de ilimitada abordagem. Em 1981 quando li O Dia dos Prodígios percecionei o quanto a Lídia poderia […]
1. Uma característica essencial do ser humano é que conjugamos os verbos no passado, no presente e no futuro. Há quem julgue que a salvação está no passado. Há sempre os saudosistas do passado: antigamente é que era bom. É a saudade do Paraíso perdido. Também há aqueles que não querem preocupar-se nem com […]
O livro Play Time: Jacques Tati and Comedic Modernism. Em Play Time: Jacques Tati and Comedic Modernism, Malcolm Turvey (New York: Columbia Press University, 2019) examina o estilo cómico único dos filmes de Jacques Tati (1907-1982) e avalia a sua importância para a história do cinema e para a história do modernismo. Turvey considera os […]
De 6 a 12 de dezembro de 2021. Um ano depois de nos ter deixado Eduardo Lourenço é recordado em diálogo com o poeta António Osório, na desconstrução dos mitos e na consideração dos mesmos como fatores críticos. UMA FORMA ESPECIAL DE COERÊNCIASe há quem insista em salientar o carácter da sua obra, algo fragmentária, […]
Uma segunda reflexão sobre “O Amor das Três Laranjas” e Prokofiev leva-nos à consideração da arte num contexto político totalitário. Podemos dizer que, pragmaticamente, os sistemas políticos e os detentores do poder têm uma vocação totalitária. Por isso, é tão importante a institucionalização de contra-poderes, como também o respeito e defesa da liberdade de expressão. […]
Sem querer transformar este blogue num caderno de evocações cronológicas e biográficas, pode ter interesse evocar-se agora o centenário de Prista Monteiro, isto, note-se bem, ainda antes dos 100 anos que serão celebrados em 2022, mas merecem já hoje uma primeira evocação. Pois a verdade é que não é habitual celebrar com alguma antecedência […]
34. PRAXES Estudantes de capas pretas desfilam em cortejos chamativos, ruidosos e cinzentos, coagindo e humilhando iniciandos que nos anos seguintes o farão a outros, numa sucessão temporal de décadas. Uns são a favor. Outros, contra. Há quem relativize. É um ritual passageiro que faz parte da juventude, num grupo de ignorantes intolerantes, ou […]