10. DE PEDRO A INÊS
Jurei-te amor fogoso, feroz, louco,
e só a Deus quis ter por testemunha,
pois mesmo ao próprio Deus, Inês, se impunha
o grito do teu nome, cavo e rouco…
Do profundo de mim, onde fervia
a raiva do desejo e da paixão,
subiu ao Céu a minha rouquidão…
De ti, só celebrei minha agonia,
e p´ra ambos nós reclamei vingança,
tornando tumular a nossa espr´ança,
como se noutras mortes saciasse
a fúria da saudade do teu rosto,
ou o gosto de ti feito desgosto,
de mim também, até que me afogasse…
Camilo Martins de Oliveira
