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Sobre o blogue

O blogue "Raiz & Utopia" é espaço de encontro e de diálogo, em defesa de uma cultura livre e pluridisciplinar. Retomamos o projeto da revista “Raiz e Utopia” fundada por António José Saraiva, Carlos Medeiros e José Baptista em 1977, cuja direção foi assumida por Helena Vaz da Silva, tornando-se uma referência na cultura portuguesa, pelo carácter inovador e inconformista, reunindo colaboradores como Edgar Morin, Eduardo Lourenço, António Alçada Baptista e Alberto Vaz da Silva.

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Lista de artigos

SONETOS DE AMOR MORDIDO

Estátua de Zeus em bronze – Museu Arqueológico de Atenas   23. A QUEM   Zeus, Theos, Deus, Alá, ou só Quem É, nenhum nome te importa ou mudará… És mistério só: quem te alcançará? Talvez só quem no teu Quem tenha fé…   E que me importa a mim como te chamas, se só me […]

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SONETOS DE AMOR MORDIDO

Xerazade por Ferdinand Keller   22. POUCO CLÁSSICO, COMO XERAZADE   Xerazade, contadora sem beira, virou astuta e boa contadeira, que a arte de contar é feiticeira, se nos vier cantar doutra maneira…   Que há cantos de sereia que convencem desejos – que outros sonhos nunca vencem – de que há noites maiores nessa paisagem […]

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SONETOS DE AMOR MORDIDO

«Mariage à la Mode» de Reynolds (cena 4 de 6).   21. ADEUS POSMODERNISTA   Vi teu gesto distante e entendi-te tão fora de tudo, longe de mim, que seria louca loucura assim ficar, sem fugir também: e fugi-te…   Não foi porque perder-te me amofine nem por receio, ou raiva, ou frustração: não sei, […]

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SONETOS DE AMOR MORDIDO

Clara e Robert Schumann 20. KREISERLIANA   Ufano, tão feliz, enchi o peito do amor com que os teus olhos me quiseram preso assim; e cativo me fizeram de ti, para sempre, quase perfeito…   E quase sempre fui quase sozinho e assim tu quase só cheia de mim… E foi ouvindo não ao nosso sim que juntos nos […]

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SONETOS DE AMOR MORDIDO

Femme au corsage bleu, de Rouault   19. À MULHER FATAL   Tropecei em ti como na vida uma vez só se cai desamparado, sem nunca ser por falta de cuidado e sempre só por sina desmedida…    Transpus o passo não considerado corri a dar-te a chave do meu peito por cego amor, não sei, sei […]

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SONETOS DE AMOR MORDIDO

Greogory Peck e Susan Hayward (em David and Bathsheba)   17. DE DAVID A BETSABÉ           Riste, sorri-te, seduzimo-nos, juntos traímos Urias e Deus pecaste, pequei, foram meus e teus os caminhos ímpios que seguimos…    Rasguei as vestes, de cinzas cobri a cabeça, a saudade da tua chama; no chão frio esqueci a nossa cama,  […]

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SONETOS DE AMOR MORDIDO

Capela Sistina   16. DE ADÃO A EVA E VICE-VERSA   Quis-te, quis-te bem e queixei-me-te de bem querer a quem me não queria e ainda hoje não sei se amor sabia que era só bem o encontrei-me-te…   Nem nus algo soubemos do entre nós, sempre fomos desalinho e união, desejo de posse e […]

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SONETOS DE AMOR MORDIDO

  INTERVALO – IV O soneto A Jesus  –  só mais tarde me dei conta  –  é, afinal, o par anterior do soneto que me digo na Oração de São Bruno moribundo, como se agora me deparasse com dois biombos japoneses que, um no outro, procuram sentido ou sequência. Pela ordem alfabética que lhes impus, começando o […]

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SONETOS DE AMOR MORDIDO

15. ORAÇÃO DE SÃO BRUNO MORIBUNDO             Pudesse ora ficar meu coração           à sombra do silêncio do teu rosto,           como se regressasse, pelo sol posto,           ao resguardo da tua habitação,             e, ao terminar do dia que é a vida,           repousasse na noite que alumia           o caminho percorrido. Tornaria           já real, enfim, a visão perdida… […]

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SONETOS DE AMOR MORDIDO

      14. DE FERNANDO PESSOA A OFÉLIA            Ouve, meu bem: nesta noite adormeço           mágoas muitas, as tuas e as minhas,           e as que não ouves e sempre adivinhas,           e as que sei tuas e não reconheço…             E assim, é nosso amor frustrado feito           de ditas e desditas, de perdões,           […]

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