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Sobre o blogue

O blogue "Raiz & Utopia" é um espaço de encontro e de diálogo, em defesa de uma cultura livre e pluridisciplinar. Retomamos o projeto da revista “Raiz e Utopia” fundada por António José Saraiva, Carlos Medeiros e José Baptista em 1977, cuja direção foi assumida por Helena Vaz da Silva, tornando-se uma referência na cultura portuguesa, pelo carácter inovador e inconformista, reunindo colaboradores como Edgar Morin, Eduardo Lourenço, António Alçada Baptista e Alberto Vaz da Silva.

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Lista de artigos

SONETOS DE AMOR MORDIDO

4. A JERÓNIMO SAVONAROLA         De teus olhos, Senhor, me afugento,       eu que tanto deles me aproximei,       porque já cego sou daquele alento,       tão duro,de gritar a tua lei!         Bem sei, sei bem que a fúria do tormento,       que me anima e fere o fraco peito,       já não será mais o teu mandamento, […]

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SONETOS DE AMOR MORDIDO

Coliseu de Roma  3. A GALLA PLACIDIA AUGUSTA         Choraste, Galla Augusta, o teu império       mesmo antes de morrer, às mãos do Huno,       teu Cristo, tua Roma, teu mistério,       teu ser antigo, tão perene e uno…         Gemeste em ti o peso dessa cruz,       desse fado de divisões fraternas, […]

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SONETOS DE AMOR MORDIDO

Infanta D. Maria (filha de D. Manuel)  EM JEITO DE ANÚNCIO…  Os “sonetos de amor mordido” não são autobiográficos, nem inspirados por qualquer experiência cronolegível. Antes são fruto de um reflexo ou de uma recitação interior de poemas, cartas, textos vários já lidos algures, sem que eu mesmo consiga lembrar-me sempre de quando ou quanto os li […]

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SONETOS DE AMOR MORDIDO

Jewish Bride, Rembrandt 2. A UM BEIJO SEISCENTISTA  Beijei-te a mão austera castamente, Senhora dos meus dons de trovador. À tua espera fiquei, solenemente, vergado à obediência do amor…   Se ousasse erguer os olhos, cegaria, sonhando serem de Eros essas setas do teu semblante altivo, que fugia das minhas esperanças tão inquietas…   Cupido […]

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SONETOS DE AMOR MORDIDO

Filho Pródigo, de Rembrandt   1. COMO A UM FILHO A mim, não é devido o prometido: quem ontem prometeu nunca deveu, nem pode uma promessa ter sentido p´ra quem silente nunca a prometeu…   O que alguém me disse, talvez não diga outra vez, jamais! Nem aconteceu jurar-me amor, uma esperança amiga:  terei sonhado o afago que […]

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