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Sobre o blogue

O blogue "Raiz & Utopia" é um espaço de encontro e de diálogo, em defesa de uma cultura livre e pluridisciplinar. Retomamos o projeto da revista “Raiz e Utopia” fundada por António José Saraiva, Carlos Medeiros e José Baptista em 1977, cuja direção foi assumida por Helena Vaz da Silva, tornando-se uma referência na cultura portuguesa, pelo carácter inovador e inconformista, reunindo colaboradores como Edgar Morin, Eduardo Lourenço, António Alçada Baptista e Alberto Vaz da Silva.

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Lista de artigos

SONETOS DE AMOR MORDIDO

«O Príncipe Perfeito» de Oliveira Martins   INTERVALO – III  O meu soneto A Antero de Quental  vai à condição bipolar do pensador e poeta açoriano, que se suicidou em 1891, num banco talvez voltado para o mar. Mas dialoga sobretudo com um soneto do  mesmo Antero, composto em Maio de 1885, e considerado o último do último período dos […]

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SONETOS DE AMOR MORDIDO

 Quadro de José Malhoa, 1926/Museu José Malhoa, Caldas da Rainha   12. DE LEONOR A D. JOÃO II              Mataste, João, dois dos meus irmãos,           e, por loucura tua, o nosso herdeiro,           o nosso único laço verdadeiro,           onde unidos nos dávamos as mãos…             Morto Afonso, morreu meu sentimento           […]

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SONETOS DE AMOR MORDIDO

Antero de Quental, por Columbano Bordalo Pinheiro   11. A ANTERO DE QUENTAL             Lembraste ao sol poente que levasse           no ocaso desse dia as tuas mágoas           p´ra as afogar no silêncio das águas,           onde ninguém, nem tu, as encontrasse…             Esqueceste que o sol gira e reaparece           do outro lado […]

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SONETOS DE AMOR MORDIDO

Mosteiro de Alcobaça   10. DE PEDRO A INÊS   Jurei-te amor fogoso, feroz, louco,     e só a Deus quis ter por testemunha, pois mesmo ao próprio Deus, Inês, se impunha o grito do teu nome, cavo e rouco…   Do profundo de mim, onde fervia a raiva do desejo e da paixão, subiu ao […]

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SONETOS DE AMOR MORDIDO

Espinoza   INTERVALO – II   O soneto “com Mestre Eckhart”, e o outro, aqui simultaneamente publicado, onde eu livremente traduzia versículos que a esposa canta no “Livro do Amor” (o Cântico dos Cânticos), poderão estranhar-se, num tempo em que as pessoas – mesmo as que consideramos muito religiosas – se arredaram de caminhos da mística pura ou, de […]

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SONETOS DE AMOR MORDIDO

9. COM MESTRE ECKHART              Inventaste a morte ao nascer do dia:           só à luz faz sentido a escuridão           e só batendo morre o coração.           Não viesse o sol e a noite acabaria…             Pois, sem Ti, o nada nada seria:                                            não há ausência possível sem presença           e não há luz senão a […]

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SONETOS DE AMOR MORDIDO

Luís de Camões   7. DE DINAMENE A LUÍS DE CAMÕES              Gritaste-me o nome pelo vento e ao mar           p´ra que chegasse ao céu tua agonia,           a voz da saudade que eu não ouvia,           envolta em morte, sem poder gritar…             Aqui não se diz, não se exclama, nem           memória dessa […]

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SONETOS DE AMOR MORDIDO

Sissi (Foto E. Rabending, 1867).   6. DE FRANCISCO JOSÉ A SISSI              Feri-te sem querer e não pretendo,           sequer, de ti obter qualquer perdão:           se ofensa houve, foi sem intenção;           ou te sentes magoada não o sendo…             Não sei se sentes ou te queres só,           só sei […]

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SONETOS DE AMOR MORDIDO

Isabel de Portugal por Ticiano INTERVALO Galla Placídia Augusta tem, na história da gente real, uma grandeza tão mítica como a de Dido, rainha de Cartago, que Eneias desprezou para ir fundar Roma… Ou talvez maior, precisamente por ter sido real, no tempo e no modo, o seu sonho, o seu esforço, a sua coragem […]

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SONETOS DE AMOR MORDIDO

Carlos V de Habsburgo   5. A CARLOS V, EM YUSTE ABDICADO          Erguendo as mãos, Te levo este embaraço:       na coroa, império, amor, não tive sorte,       e já nem sei qual foi a pior morte,       se a de Isabel, ou só o meu cansaço…         Não desci, nem deixei o trono só:  […]

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