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Sobre o blogue

O blogue "Raiz & Utopia" é um espaço de encontro e de diálogo, em defesa de uma cultura livre e pluridisciplinar. Retomamos o projeto da revista “Raiz e Utopia” fundada por António José Saraiva, Carlos Medeiros e José Baptista em 1977, cuja direção foi assumida por Helena Vaz da Silva, tornando-se uma referência na cultura portuguesa, pelo carácter inovador e inconformista, reunindo colaboradores como Edgar Morin, Eduardo Lourenço, António Alçada Baptista e Alberto Vaz da Silva.

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Lista de artigos

ALEXANDRE O´NEILL

  DIÁRIO DE AGOSTO (XIV) – 14 de agosto de 2017   Alexandre O´Neill é um dos grandes poetas portugueses de sempre. A sua obra é inesgotável. Cada palavra é ideia e é festa… Foi um dos grandes amigos de António Alçada e mantiveram sempre esse afeto, por nunca se levarem demasiado a sério. Hoje […]

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ARTESÃOS

  Assim como de entre o sol e a tempestade Uma específica lente húmida Extrai uma infinidade de cores Do arco-íris Assim as miragens de quem visualiza realidades Do saber do ofício óptico da alma Prisma único Que tudo entusiasma Em proporções tais Que fortemente Lembra delírios De verdade   Teresa Bracinha Vieira Junho 2017

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PERGUNTA

  Ao longe o encontro Com a ilha escarpada Sob um céu de presságio Aguardava-me em jeito de chamamento. E mal olhei para o disco do sol Um cobre fundente descrevia-me A rua dos heróis antigos. Tentei atravessar o enigma E abraçar a violenta e vã esperança Na qual retomara sozinha o meu percurso.   […]

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PEDRO MEXIA

  Coordenador da coleção de poesia da Tinta-da-China, cronista, crítico literário, é um dos membros do Governo Sombra, foi diretor interino da Cinemateca Portuguesa, é um extraordinário poeta, tradutor excelente e entre múltiplas atividades exercidas com a qualidade que lhe é prumo constante, organizou também um volume de ensaios de Augustina Bessa-Luís, Contemplação Carinhosa da […]

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CARTAS DE CAMILO MARIA DE SAROLEA

  Minha Princesa de mim:      Terminava a minha última carta, traduzindo-te um haiku do Kobaiyashi Issa, poeta que viveu de 1763 a 1828, bem depois de Basho. Jiro Taniguchi inclui-o no seu Furari, creio que por ser contemporâneo de Ino Tadataka, sob cuja direção se mediu e desenhou o Dai Nihon enkai yochi zenzu (1832), o primeiro […]

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POEMA 18

  Só numa refletida Acrobacia Se descobre Que as coisas Nem sempre estão   No lugar onde se captam     Teresa Bracinha Vieira ( In “A Nau e os Dias” ed.1999 Dinalivro)

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NÚRIA ALBÓ

  QUE PREGUIÇA (Quina mandra)   Ai que preguiça viver, hoje que não faz vento e as pedras são prostradas por um calor tardio! O bosque despiu-se. Há papéis sujos de humanas misérias. O pudor presente afoga velhas lembranças de perfumes velhos. Este é o meu bosque, que apareceu quando ruíram todos os antigos mitos. […]

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ANTECÂMARA

  Envolvia a ânfora e seu segredo Fonte oculta em que mergulhava A minha mão A minha vida Agora visitante ao mausoléu Onde a tua Para não trair o ritmo transbordante do nosso coração Núbia e ardente se encontrava com a minha E ambas decifravam forças, saberes insuspeitados Espaços-encruzilhadas Danação Incompletude    Teresa Bracinha Vieira

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ILHA DOS AMORES

Não me ouves chamar ó ilha dos amores Para que hoje te cante e seja esta noite De novo a tua/ nossa magia A vara do nosso barco Teu coração pousado Doado num abandono Entregue ao tempo do nascimento de uma mudança Tão veloz Que o céu se desenraizou e veio a nós Suspirar entre […]

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