Rio acima
Surge a nau
Dentro dela
O soneto
Saboreava a viagem
Num profundo sentimento
Sem medo
Apenas curiosidade
Leve e atenta
Por esta experiência
De contra corrente
Se fazer em força
Por força do vento
E ele, o soneto
Que revolucionara
Mundo
Ali estava
Numa última atitude
De se fazer estrada
Não exactamente a mesma
Que conhecera e percorrera
Mas esta
De se deixar ir
Pela trovadora água
Pela redondilha de ar
Belas causas
Tão indispensáveis
E só agora chegadas
Ao entender-se
No já sem tempo
Teresa Bracinha Vieira
2015
