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Sobre o blogue

O blogue "Raiz & Utopia" é espaço de encontro e de diálogo, em defesa de uma cultura livre e pluridisciplinar. Retomamos o projeto da revista “Raiz e Utopia” fundada por António José Saraiva, Carlos Medeiros e José Baptista em 1977, cuja direção foi assumida por Helena Vaz da Silva, tornando-se uma referência na cultura portuguesa, pelo carácter inovador e inconformista, reunindo colaboradores como Edgar Morin, Eduardo Lourenço, António Alçada Baptista e Alberto Vaz da Silva.

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Lista de artigos

PORVENTURA VERSOS

28. Aberta a história Espreitam-se os sonhos da humanidade Ou do seu aniquilamento   Aberta a história Não se descortina sequer a sua cronologia   Pensa-se então no fazer de novo Como se na anterior história que espreitámos Não tivesse havido um antes Posto que não ouvimos nem lemos Uma linguagem que o exprimisse   […]

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PORVENTURA VERSOS

27. São submissas as palavras, sim São Não as leste tu conforme Teu coração?    São submissas as palavras, são Senhoras do inteiramente impossível Com que se dão À espera do mundo as ler   Numa travessia de interpretação Permitida A quem ousa ou não Levá-las Às travessias   A oeste do destino   Lá […]

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PORVENTURA VERSOS

26. Acendeste a fé no centro Do teu próprio lar onde vivias Tua pátria, tua arma singular de protecção   Deixando aberta a janela Por onde só eu te via E o beijo abraçado se estendia Escada Até aos teus braços Nos meus   Quais prémios de iguais dons Excelentes no esclarecer-se e no oferecer-se […]

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PORVENTURA VERSOS

25. Foste nomeado glória No tempo de tu em nós Tanto me amares   Sem receios De cessar o depois cuidando Do inevitável onde já não morarias   Conhecerias aquela estranha história Do não sempre? Quando outrem ou em ti eu Era já de alheio esforço?   Ou saberíamos no não dizer O medo de […]

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PORVENTURA VERSOS

24. Quando me chamaste amor Tinha ganho a guerra a própria morte Da saudade   Não pude ouvir-te No tom que usaste Por te não saber no ainda   Meu tempo fora um tanger Minuciosamente anotado É certo   Mas nunca ancorado Pois teu vagar não me bastara E tu   Quando me chamaste Nunca […]

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PORVENTURA VERSOS

23. Embora possa ser verdade Que os deuses me deram frota E que eu à força da espada Enfrentei a minha rota   Nada te pode fazer pensar ou sentir Que a rocha me não rasgou Que o machado me não feriu Que a lança me não tocou   Pois no peito está sempre o […]

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PORVENTURA VERSOS

22. Às vezes morrer custa muito Se nos surpreendeu o local, nome e sinal Do rio que nos abraçava E que eras tu o vizinho Do outro lado da margem E se esticasse o braço A ponte, mantimento Do nascer, firmeza A que a natureza foi Presente Ai!, Muita vida ficou E tu ou eu […]

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PORVENTURA VERSOS

21. Não quero os leves lemes Dos outros que se partem Em mil pedacitos De por dentro serem secos ou podres Não quero O grandemente dado por certo Que não é sequer um carinho Quanto mais amor de alguém Não quero estes seres sem sinal De qualquer réstia vital Para além das invejas e posses […]

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PORVENTURA VERSOS

 20.   Um dia, um dia de era uma vez Vi-te Pelos mares da índia Tua ventura de então   Seguias como quem vem Do Olimpo E detém o remédio da busca Onde mora o que se procura   Olhaste sem te deteres Para a minha mão Asinha   No meio do mar Que tanto […]

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PORVENTURA VERSOS

    19. Rio acima Surge a nau Dentro dela O soneto   Saboreava a viagem Num profundo sentimento Sem medo Apenas curiosidade   Leve e atenta   Por esta experiência De contra corrente Se fazer em força Por força do vento   E ele, o soneto Que revolucionara Mundo Ali estava   Numa última […]

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