24.
Quando me chamaste amor
Tinha ganho a guerra a própria morte
Da saudade
Não pude ouvir-te
No tom que usaste
Por te não saber no ainda
Meu tempo fora um tanger
Minuciosamente anotado
É certo
Mas nunca ancorado
Pois teu vagar não me bastara
E tu
Quando me chamaste
Nunca leras a repetida notícia
Que perguntava onde moraria
Aquele que diligente não fora
E se fazia
Terra, clima, região e beijo
Agora
Áureo, talvez, e já sem freio
Lá
Onde as ondas jazem
Desenganos
Teresa Bracinha Vieira
2015
