
Se beijar o infinito
Loucura fosse
Nunca poderia dizer que tenho em mim
Quando te abraço
Toda a beleza que não vi criada
E ambos chamamos luz à luz
Como as crianças
E semeamos
Que diferente até o amor será
Na espera de já não sermos
Os vagabundos dos sonhos
Agora
Enlaçamo-nos
Nas horas que em nós
São a lida
Incansável
Asa transparente
Afinal
Aço
E
Se o vento mau te levar
Restarás comigo
Sempre
Teresa Bracinha Vieira
O amor faz parte da vida, não tenho palavras para definir estes conceitos
cada um é um mundo à parte, com ansiedades, objetivos e amores
Continue a postar coisas dessas que gosto de ler
João Felgar
🙏
R.
O Amor é uma fonte inesgotável como diz Roberto Carlos – Como é Grande o Meu Amor por Você (Ao vivo em Jerusalém)
https://www.youtube.com/watch?v=bsN1_oRP Lns&list=RDbsN1_oRPLns&start_radio=1
E temos outro Mestre que é Pablo Neruda, isto é cultura.
Manhã – Soneto XXIX
Vens da pobreza das casas do SUL,
das regiões duras com frio e terremotos
que quando até seus deuses rodaram à morte
nos deram a lição da vida na greda.
És um cavalinha de greda negra, um beijo
de barro escuro, amor, papoula de greda,
pomba do crepúsculo que voou nos caminhos,
alcanzia com lágrimas de nossa pobre infância.
Moça, conservaste teu coração de pobre,
teus pés de pobre acostumados às pedras,
tua boca que nem sempre teve pão ou delícia.
És do pobre Sul, de onde vem minha alma:
em seu céu tua mãe segue lavando roupa
com minha mãe. Por isso te escolhi, companheira.
Pablo Neruda
Soneto XXII
Quantas vezes, amor, te amei sem ver-te e talvez
sem lembrança,
sem reconhecer teu olhar, sem fitar-te, centaura,
em regiões contrárias, num meio-dia queimante:
era só o aroma dos cereais que amo.
Talvez te vi, te supus ao passar levantando uma taça
em Angola, à luz da lua de junho,
ou eras tu a cintura daquela guitarra
que toquei nas trevas e ressoou como o mar desmedido.
Te amei sem que eu o soubesse, e busquei tua memória.
Nas casas vazias entrei com lanterna a roubar teu retrato.
Mas eu já não sabia como eras. De repente
enquanto ias comigo te toquei e se deteve minha vida:
diante de meus olhos estavas, regendo-me, e reinas.
Como fogueira nos bosques o fogo é teu reino.
Pablo Neruda
João Felgar
É melhor assim a distancia, nunca vou ter o que desejo, é sempre obstáculos, complicações, o meu pensamento está sempre em você, como diz Ana Carolina, eu amo e é o melhor assim não gosto de ser mal tratado pela outra parte, quando eu amo, doe.
O amor quando é verdadeiro, fazem se sacrifícios, e eu faço. Eu quero paz e sossego, o meu amor é eterno, o teu não sei.
João Pedro
Porque te amo, é um sentimento irracional, sentimos saudades, carinho, telepatia, sexo, o amor é tudo isto e muito mais. Amo te.
Ofereço lhe estes exemplares de sonetos que falam de amor à Senhora Teresa Vieira
ŚONETO I.
M quanto quiz Furtunà, que tiveste
O gosto de hum suave pensamento,
Me fez que seus effeitos escrevesse,
Porém remendo amor, que aviso desse
Minha escritura a algum juizo izenco, ?
Escureceome o engenho co tormento, para que feus enganos nam difleffe.
Oh vos,qu’amor obriga a ler sugcitos, •
A diversas vontades, quando lerdes
Num breve livro cafos tan diversos.
Verdades puras sam,e nam defeitos, :
E sabeis que segundo o amor tiverdes,
Tereis o entendimento de meus versos. 1
S O NE TO II.
U cantarei d’ amor tam docemente,
Por hūs cermos em fi tam cõcertados, que dous mit accidentes namorados
Faҫа sentir ao peito, que nam sente.
Farei qu’ amor a todos avivente,
Pintando mil fegtédos delicados,
Brandas jr asa facia, e pena ausente;
Tambem Senhora do desprezo honesto De vossa vista branda, e rigurofa, contentarm’hei dizendo a menos parre.
Porèm para cantar de vofso gesto,
A cotopoliçam alta, e milagrosa,
Aqui talta saber,engenho, e arre.
SORE TO IV.
Quanto mal já por muitos repartio,
Entregou me & Furtuna, porque vio,
Que nað tinha mais malgyem mi moftrafle,
Ella porque do amor fe avantejalle
No tormento, que o ceo me permitio,
O que para ninguem se confentio,
Para mi sò mandou que se inventàffe.
Eisme aqui vou com vario som gritando
Copioso exemplario para a gente,
Que deftes dous tyranos he sugeira:
Defvarios em verfos concertando,
Triste, quem seu descanso tanto estreitas
Que delte cam pequeno está contente.
SONETO V.
M priloês baxas fui hũ tempo atado,
Vergonhoso castigo de meus erros,
Inda agora arrojando levo os ferros,
Que amor a meu pesar tem já quebrado.
Sacrifiquei a vida a meu cuidado,
Que amor nam quer cordeiros, nē bezerros
Vi magoas,vi milerias, vi desterros,
Pareceme que estáva assi ordenado.
Contenteime com pouco,conhecendo, que era o contentamento vergonhoso,
So por ver g cousa era viver ledo, Cdog
Mas minha estrella, q eu já agora enten:
A morte cega,e o caso duvidoro,
Me fizeram de gostos haver medo,
SONETO VI.
Llustre,e dino ramo dos Meneses;
Aos quaes o prudente, e largo Ceo,
( 9 errar nam sabe’) em dote concedeo
Rompele os Mahometicos arneses.
Delpresando a Furtuna,e seus reveses,
Ide para onde o Fado vos moveo,
Erguei flamas no mar alto Erithreo,
E lereis nova luz aos Portugueses.
Oprimi com tam firme,e forte peito,
O pirata infolente,que se espante,
E trema Taprobana,e Gedrosia,
Dai nova causa à cor do Arabro estreito, que o roxo mar daqui em diante o leja.sò co langue de Turquia.
SONETO VII.
O tempo,que de amor viver sohia,
Nē s@pre andava ao remo ferrolha.
Antes agora livre, agora arado (do,
Em varias flamās variamente ardia
Que ardeffe num só togo nam queria,
O Ceo, porque tivefle exprimentado, que nem mudar as causas ao cuidado,
Mudança na ventura me faria.
E se algum pouco tempo andaya izēto,
Fui como quem co pelo descanļou,
Por tornar a cansar com mais alento.
Louyado seja amor em meu cormenio,
Pois para paflatempo seu tomou
Efte meu çam can lado sofrimento,
SONETO VII
Mor, ý o gesto humano n’alma elcren
Vivas faiscas me mostrou hum dia,
Donde hum puro cristal se derreria
Por entre vivas rotas,e alya neve..
A vifta que em si mesma nam se atreve,
Por le certificar do que alli via,
Foi convertida em fonte,que fazia
A dor ao fofrimento doce,e leve,
Jura amor, que brandura de vontade,
Caufa o primeiro effeito,o penfamento
Encloudece,se cuida que he verdade;
Olhai como amor géra num momento,
De lagrimas de honesta piệdade,
Lagrimas de immortal contentamento.
João Felgar
O amor também tem outras facetas que muitas das vezes as pessoas não admitem e o Amor tem outras particularidades que nós ultrapassam. Criamos obstáculos para que ele não exista. É interessante.
https://www.youtube.com/watch?v=z4j9Bhlm SSU&list=RDbsN1_oRPLns&index=4
Eu e você
Não é assim tão complicado
Não é difícil perceber
Quem de nós dois
Vai dizer que é impossível
O amor acontecer
Se eu disser
Que já nem sinto nada
Que a estrada sem você
É mais segura
Eu sei você vai rir da minha cara
Eu já conheço o teu sorriso
Leio o teu olhar
Teu sorriso é só disfarce
O que eu já nem preciso
Sinto dizer que amo mesmo
Tá ruim pra disfarçar
Entre nós dois
Não cabe mais nenhum segredo
Além do que já combinamos
No vão das coisas que a gente disse
Não cabe mais sermos somente amigos
E quando eu falo que eu já nem quero
A frase fica pelo avesso
Meio na contra mão
E quando finjo que esqueço
Eu não esqueci nada
E cada vez que eu fujo, eu me aproximo mais
E te perder de vista assim é ruim demais
E é por isso que atravesso o teu futuro
E faço das lembranças um lugar seguro
Não é que eu queira reviver nenhum passado
Nem revirar um sentimento revirado
Mas toda vez que eu procuro uma saída
Acabo entrando sem querer na tua vida
Eu procurei qualquer desculpa pra não te encarar
Pra não dizer de novo e sempre a mesma coisa
Falar só por falar
Que eu já não tô nem aí pra essa conversa
Que a história de nós dois não me interessa
Se eu tento esconder meias verdades
Você conhece o meu sorriso
Lê o meu olhar
Meu sorriso é só disfarce
O que eu já nem preciso
E cada vez que eu fujo, eu me aproximo mais
E te perder de vista assim é ruim demais
E é por isso que atravesso o teu futuro
E faço das lembranças um lugar seguro
Não é que eu queira reviver nenhum passado
Nem revirar um sentimento revirado
Mas toda vez que eu procuro uma saída
Acabo entrando sem querer na tua vida
João Felgar