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Sobre o blogue

O blogue "Raiz & Utopia" é espaço de encontro e de diálogo, em defesa de uma cultura livre e pluridisciplinar. Retomamos o projeto da revista “Raiz e Utopia” fundada por António José Saraiva, Carlos Medeiros e José Baptista em 1977, cuja direção foi assumida por Helena Vaz da Silva, tornando-se uma referência na cultura portuguesa, pelo carácter inovador e inconformista, reunindo colaboradores como Edgar Morin, Eduardo Lourenço, António Alçada Baptista e Alberto Vaz da Silva.

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A Vida dos Livros

A VIDA DOS LIVROS

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   De 17 a 23 de maio de 2021

 

“Portugal – Ser e Representação” de Miguel Real (Difel, 1998) constitui uma reflexão crucial, no conjunto de uma obra que atinge os quarenta anos de persistente labor intelectual.

 

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PERMANENTE INTERROGAÇÃO

Os quarenta anos de Escrita de Miguel Real correspondem a uma permanente interrogação sobre o tema dos mitos e da essência da cultura. Eis por que razão a sua obra tem de ser analisada a partir do seu sentido crítico e não apenas através de uma identificação simplificadora das glosas que tem desenvolvido, por exemplo, a partir de Teixeira de Pascoaes, Jorge Dias, António José Saraiva e Eduardo Lourenço. De facto, o elemento dominante encontrado pelo ensaísta no homem português de “ser o que não é”, leva-nos à compreensão de que a riqueza do pensamento de Miguel Real é a sua capacidade de pôr em causa os lugares comuns e de assumir a complexidade. Tal como refere José Gil, sobre o “ensaísmo trágico”, relativamente a Eduardo Lourenço, Miguel Real não segue os dois caminhos tradicionais do pensamento filosófico – ora partindo dos grandes conceitos, com o horizonte reconfortante e estável das sínteses, como em Kant e Hegel; ora exercendo a análise pura e direta da decomposição das noções. Miguel Real prefere os conceitos, encarados como “figuras simbólicas”, a partir da função ontológica do mito. Com efeito, aceita que há dois tipos de existência – a empírica e a mítica, mas é a segunda que estrutura a primeira e fá-la consistente. A mitificação do empírico conduz-nos ao primado do sentido crítico, não havendo confusão entre a invocação dos mitos, o seu efeito, e a respetiva aceitação. Eis por que são importantes os mitos que a sociedade produz, assumindo a dupla dimensão de integração e renovação. De facto, o mito evolui e adapta-se à realidade e, simultaneamente, contribui para fazer alterar a própria realidade. Não por acaso, M. Real faz da crítica literária o seu terreno de eleição, a fim de compreender melhor a capacidade criadora. É a busca da complexidade hermeneutica, ontológica e histórico-sociológica que o preocupa. O “imaginário português” é, assim, o campo de ação do analista, como fator de liberdade, de independência e de diversidade. Ao aventurar-se no lugar dos outros e no campo do ser o que não se é,  depara-se, tantas vezes, com uma menor compreensão daquilo que verdadeiramente põe em causa. Pode, assim, aplicar-se-lhe o que Eduardo Lourenço afirma em “Heterodoxia – I”: “o homem é livre de aceder a uma visão geral da vida através duma reflexão incondicionada, cuja essência consiste na possibilidade de recusar ou discutir toda a espécie de postulados”. Por isso a distância em relação à ideia de sistema, e a evidente preferência pelo método ensaístico, tal como preconizado por Sílvio Lima. E assim eis-nos perante a interrogação exigente sobre o modo como somos e como imaginaríamos ou deveríamos ser. Daí uma especial coerência em recusar os temas circunstanciais ou as ilusões da moralidade – o que se evidencia nas incursões romanescas, com evidente sucesso, em que a singularidade dialoga com a comunidade, sem pretensão de uma qualquer conclusão edificante.

 

QUALIDADES E DEFEITOS…

Portugal é visto com qualidades e defeitos, com avanços e recuos, com características próprias, as mais das vezes contraditórias: a Providência e o anti-clericalismo; a unidade e a diversidade; o conformismo e o inconformismo; o lirismo e o picaresco, a tragédia e a ilusão. Afinal, urge denunciar o “irrealismo prodigioso da imagem que os portugueses fazem de si mesmos”, como lemos no autor de “O Labirinto da Saudade”. Longe da placidez das explicações unívocas, encontramos no caminho da nossa História: os gestos traumáticos da independência nacional; a longa hesitação do Mestre de Avis; o desastre de Alfarrobeira; a tragédia do Infante Santo; a morte da esperança do Principe Perfeito; a loucura de D. Sebastião; a ambiguidade do Quinto Império; o efeito do Ouro do Brasil; a partida da Corte para o Brasil; a humilhação do Ultimato inglês; o colonialismo; a neutralidade colaborante do Estado Novo… Tudo se projeta na vida coletiva, na gestação e desenvolvimento dos mitos. “Os Lusíadas” são uma genial ficção, em que Camões segue os passos de Virgílio e põe-nos na linhagem de Eneias e dos heróis de Tróia. É uma ficção grandiosa que não esconde a excecionalidade de uma evolução dificilmente explicável de uma “existência crepuscular”. De facto, só a crítica, do mito e pelo mito, pode tentar encontrar uma chave para esse encontro com o destino difícil de explicar.

 

EUROPA E LUSOFONIA

Os mitos da Europa e da lusofonia obrigam, no fundo, à interrogação paradoxal sobre o velho continente e as relações ancestrais ambíguas que o tempo tem procurado resolver: depois de a Europa nos ter feito e de nós termos feito a Europa é tempo de assumir criticamente um sonho, apesar do desencantamento que resulta do confronto com a realidade. Afinal, Portugal e a Europa fazem-se mutuamente, designadamente através de uma relação ibérica inteiramente nova e absolutamente necessária… É de uma reconciliação connosco próprios que falamos, deixando de nos sentirmos marginais ou sós – com uma garantia de segurança e liberdade. De facto temos “Duas Europas”: uma, a nossa (em conjunto com a Espanha), castiça, do sul, arrastada pela má consciência de termos sido grandes; e a outra nórdica, avançada e acelerada… Já a “lusofonia” corresponderá a um espaço de língua, que não significa espaço de cultura unívoca. Tratar-se-á sempre de uma ligação de geometria variável, em que as complementaridades e as imperfeições serão muito mais importantes do que qualquer falso sucedâneo imperial. E Miguel Real diz-nos que, como nó central do imaginário português, o sebastianismo é um ativo cultural gerado pela consciência popular. Fernando Gil diz ser a alucinação um operador natural da evidência. O que obriga a que a crítica do mito se torne aguilhão de maior exigência futura. Prova póstuma de existência e desafio à lucidez. 

 

Guilherme d’Oliveira Martins
Oiça aqui as minhas sugestões – Ensaio Geral, Rádio Renascença

                                         

7 comentários sobre “A VIDA DOS LIVROS

  1. No dia 10 de Junho celebra se o dia de Camões, de Luís de Camões e o que vou publicar aqui é para todos os Historiadores e Representantes desta nação de Portugal, lerem com muita calma o que andam a celebrar.

    Eu não invento nada, só desmascaro as Mentiras que se criam em Portugal desde o Estado Novo e a 3 Republica. Na Monarquia nós nunca e jamais celebramos Luís de Camões, nem era Português, mas os nossos Iluminados Historiadores, vão ter que explicar muito bem como é possível estarmos a celebrar um Poeta Espanhol.

    O Philippe III e IV de Espanha, é Felgar, o tipo é Espanhol e este Philippe IV de Felgarum deu a seu sobrinho Joannem IV de Bragantiam o reino de Portugal em 1656.

    honori Ferdinardi Auftriaci Felgarum Gubernatoris à S. P. Q. Antuerpienfi decreta , & adornata cum figuris & iconibus, à P P. Rubenio, delineatis, & commentario Cafperii Gevartii. Antuerpiæ, à Tulden, 1641. in-fol. atl. v

    Regiæ Philippi IV. ad Marchioncm de Caracena Belgii Hifpanici Gubernatorem;Jus Felgarum circa Buliarum Pontificiarum Receptionem : y el otro : Defenfio Belgarum confra Evocationes , & Peregrina judicia

    LVSIADAS DE LVIS DE CAMOENS, PRINCIPE DE LOS POETAS DE …https://books.google.pt › books
    Luís de Camões · 1639
    TOMOS TERCERO I QVARTO Luís de Camões … viendo que primero Deus quidem bone mortis venditor , quam ab illo de recibirle no se acusava de aquella …

    LVSI A D AS DE LVIS DE CAMOENS, PRINCIPE DE LOS POETAS DE ESPAÑA:
    AL REY N. S. FELIPE IV. EL GRANDE. Comentadas por Manuel de Faria i Sodra,Cavallero de
    la Orden de Christo, i de la Casa Real.

    Contienen Inmas de lo principal de la historia, i Gergrafia del mondozi fingular mente de España:mucha politica excelente, i Catolica;varia moralidad, i dotria na:agoda, i entretenida fátira en comur’a los vicios: de profession los lances de la Roesia verdadera, i grave:i su más alto,i solide pensar. Todo fin salir un solo punto de la idea del alrissimo Poeta.
    TOMOS TERCERO I OVARTO. CON PRIVILEGIO. EN MADRID.
    Po luan Sancbez, Impresor. A costa de Pedro Coello,merceg er delibras.
    MACHAB. LIB. II. CAP.’ VI.
    Obfecro autem eos qui hunc librımlecturifunt, ne abhorrescăt . propter adversos cafus, fed reputent ea quæ acciderunt, non ad interitum fed ad correptionem elegoneris noftri. ’16 10
    APOLLINAR: SIDON. LIB. VIL

    Epift. XVIII. a Constancio. Et fime uspiam le&titavisti in aligros conscitatiorem , fcias noLo, Christi dextera opetulante,ne nunquam tolératurum animi fervitutem, compertißimum tenens Siper ijs moribus bipartită hominum effe cenfuram. Namut timidi vne temerarium, ita co*** ftantes liberum appellant.

    ERASMO EN EPIST. A CORNELIO. Auretino, sobre la libertad con que Laurencio Vala censurava losyerros de algunos Escritores. Laurentius nofter fi barbarorum imperitiam reticere quàm prodere maluisset, venuftus, gratiofus haberetur. Nunc quonian id’effecit , ut quorumdam malé comparátos gloriæ fucus detraheretur,ut’putari definerent quod non erant, offensiienui numi 2 ill am acuunt omnes. Adeò vulgo mordax, ) inamènares eft veritas.

    MARTIAL. AD NVMARIVM GALLVM.
    Lib.X. Epigramma XXXIII.
    Hunc fervare modum noftri nouerelibelli, Parcere perfonis,dicere de vitis.
    D E PRINCIPE DE LOS.POEITAS DE ESPAÑA,
    Por Manuel de Faria i Sousa, Cavallero del Habito de Christo; i de la Casa Real.

    L V S A D A LVIS DE CAMOĒS
    ST
    CANTO VI.

    Argumento. SALE VASCO DE GAMA DE MELINDE,IMIENTRAS navega prosperamente, a los soldados por entretenerse refieren algunas historias, siendo principal la de los doze de Inglaterra,baxa Baco al mar, i juntado a Conciliabulo los Dioses maritimos, los incita a que tomen resolucion, de que se destruyan los nuevos navegantes, que van a este descubrimiento. Embiase orden al Dios de los vientos, para que soltarzdoloss?ceda tormenta bastate aanegar las naves.Sz.cede ella terrible;ven se perdidos zacude Venus a aplacar los vientos con la hermos ara, i amóres de las Ninfas, i con bonança

    É de rir, os nossos historiadores e nossos representantes desta linda nação que é Portugal.

    João Felgar

  2. Ex.mos Senhores e Senhoras, que venha a Monarquia Tradicional para Portugal, com a Liberdade, Democracia, Verdade e Fraternidade.

    João Felgar

  3. Agora vou deixar aqui as Rimas do Poeta Espanhol com origens Galegas e de Castela.

    Lvis de Camoens, portanto em 1663, 1639, o Poeta Espanhol ainda era vivo, ele assina os livros, na qual foram publicados em Madrid e em Lisboa. Fala das façanhas dos Portugueses, porque os Espanhóis eram família aos Portugueses, sempre deram muito valor aos Portugueses por iniciarem as Descobertas.

    Rimas de Luis de Camoens, principe dos poetas de seu tempo. …books.google.com › books
    Luís : de Camões · 1663

    https://books.google.pt/books?id=lfsyXQG7Xz0C&printsec=frontcover&dq=Lvis+de+Camoens,+principe&hl=pt-PT&sa=X&redir_esc=y#v=onepage&q&f=false

    RIMAS DE LUIS DE CAMOES

    Ś ONE TO I.
    M quanto quiz Furtu nà,que tiveste
    O gosto de hum suave pensamento,
    Me fez que seus effeitos escrevesse,

    Porém remendo amor, que aviso desse
    Minha escritura a algum juizo izenco, ?
    Escureceome o engenho co tormento, para que feus enganos nam difleffe.

    Oh vos,qu’amor obriga a ler sugcitos,
    A diversas vontades, quando lerdes
    Num breve livro cafos tan diversos.

    Verdades puras sam,e nam defeitos, :
    E sabeis que segundo o amor tiverdes,

    Tereis o entendimento de meus versos. 1

    S O NE TO II.
    U cantarei d’ amor tam docemente,
    Por hūs cermos em fi tam cõcertados, que dous mit accidentes namorados,
    Faҫа sentir ao peito, que nam sente.
    Farei qu’ amor a todos avivente,
    Pintando mil fegtédos delicados,
    Brandas jr asa facia, e pena ausente;

    Tambem Senhora do desprezo honesto
    De vossa vista branda, e rigurofa, contentarm’hei dizendo a menos parre.
    Porèm para cantar de vofso gesto,
    A cotopoliçam alta, e milagrosa,
    Aqui talta saber,engenho, e arre.

    SONE TO III.
    Om grandes esperanças já cantei,
    Có ýosDeoles noOlimpo cõquitara
    Depois vim a chorar porque cantára,
    E agora choro já, porque chorei.

    Se cuido nas patadas,que já dei,
    Custamc esta lembrança sò tam cara,
    Qu’a dor de ver as magoas que pasfára)
    Tenho pola mòr magoa,que paflei.

    Pois logo, se está claro,g hum tormento,
    Dâ causa que outro n’alma se acrecente, lá nunqua poffo ter contentamento,

    Mas esta fantasia se me mente?
    Oh ociofo, e cego pensamento?
    Ainda eu imagino em ser contente.

    SORETO IV.

    Quanto mal já por muitos repartio,
    Entregoume & Furtuna, porque vio,
    Que nað tinha mais malgyem mi moftrafle,

    Ella porque do amor fe avantejalle
    No tormento, que o ceo me permitio,
    O que para ninguem se confentio,
    Para mi sò mandou que se inventàffe.

    Eisme aqui vou com vario som gritando
    Copioso exemplario para a gente,
    Que deftes dous tyranos he sugeira:
    Defvarios em verfos concertando,
    Triste, quem seu descanso tanto estreitas
    Que delte cam pequeno está contente.

    Existem dezenas de sonetos deste Poeta, faculto lhe o link, vem de Espanha.

    João Felgar

  4. Até o meu 8 avô paterno, o Joao V em 1737 mencionou luis de camões como poeta de Espanha.

    LUSI A D A POEMA EPICO DE LUIS DE CAMOÈS PRINCIPE DOS POETAS DE ESPANHA, Com os Argumentos DE JOAO FRANCO BARRETTO, Illustrado com Varias, e Breves Notas , e com hum precedente Apparato do que lhe pertence, POR IGNACIO GARCEZ FERREIRA

    LUSI A D A

    POEMA EPICO
    DE LUIS DE CAMOÈS
    PRINCIPE DOS POETAS DE ESPANHA,

    Com os Argumentos
    DE JOAO FRANCO BARRETTO,
    Illustrado com Varias, e Breves Notas , e com hum
    precedente Apparato do que lhe pertence,

    POR
    IGNACIO GARCEZ FERREIRA

    Em NAPOLBS na Officina Parriniana MDCCXXXI.

    Com as Licenças necessarias .

    Empresa de pasar das ultimas praias do Occidente às mais remotas do Oriente por mares nunca de antes navegados derivou daquelle Soberano auspicio, com que a os gloriosos Progenitores de V. M. incia tados do zelo de propagar a Fè, e estender a Monarquia , deraõ impulso ao animo .de seos leaes Vassallos para o intento, e consecuçað della com a perseverança admiravel de mais de hum Seculo: fazendo ver neste meio tempo ao Mundo , que nem as Colunnaś de Hercules erað termo limitado à navegaçuð do Oceano , nem o nome imposto ao Cabo de Nað pasava por Maxima infallivel, nem a opiniað, que affirmava, ser inhabitavel toda a Terra situada debaxo da Zona Torrida , era menos infubfistente, que a que negava, naò haver Antipodas.

    Este concurso de prerogativas do valor Portuguez constitubio a tal Empresa no grao sublime de todas aquellas calidades , que se prescrevem à materia da Epica Poesia: c alicomo a Divina Onnipotencia, promettendo ao primeiro Rei de Portugal, estabelecer para si na pesSoa

    foa do mesmo, e dos Successores hums Imperio, do qual faillem as gentes, que haviað de levar o feo Santo Nome a outras estranhas, permittio cumprirse nefte caso o Vaticinio, se dignou tambem, que da mesma Naçað faise, quem des crevendo em bum Pociu Heroico a referida Empresa, eternizasse o valor dos Seos Nacionaes , e a memoria dos seos Reis.

    Foi este o celebre Luis de Camoes, que dotado de hum raro engenho, e infiammado de bum excellivo amor à Patria, da Historia della , nað so elegeo a principal Acçað para o seo Asunto, mas tambem as accessorias, com que o amplificou: nað necesitando de discorrer com a fantasia pelo immenso espaço do Universo para idear aquelles accidentes maravilhosos, que fundados no verifimil Poetico , servem de adorno à Epica Composição, quando se lhe offerecèraõ dentro do proprio Reino fem tranfcender os funa a 3

    undamentos da verdade. E premeditando o eruditissimo Poeta, que a sua Lusada era composta unicamente de illustres feitos dos Lusitanos, com judiciofo dittame, nað fo conciliou a attençao do feo contemporaneo Monarca no principio della , mas até o fim dirigio ao mefmo todo o discurso: dando assi a entender a quem depoes dèse à luz’ esta fuas Obra , em tudo Portugueza , o motivo de nað intitularse a outro Mecenas, que naã folle hum Rei de Portugal.

    Nað faltou a esta observaçað o inSigne Escrittor, e verdadeiro Portuguez Manoei de Faria e Sousa, quando por conformarse à urgencia do tempo da injusta uniað da Coroa de V. M. as outra estrangeira , publicando o feo Livro do Comentario da Luhada, o dedi. cou dquelle attual Soberano .

    Onde, Senhor, tendo Eu escritto ao mesmo Poema estas Notas, com que novamente sae ao publico por meio das Estamas no Estampa , nað obstante a baxeze do meo curto trabalho, conhecendofe nelle as mencionadas circunstancias , o deponho ao Supremo Trono de V. M. implorando no mesmo tempo a sua magnanima clemencia, se digne reconhecer esta minha limitada offerta , como finnal preciso do prom fundo obsequio , e indispensavel obrigaçaõ de hum fidelissimo Subdito, que nao falta à de rogar a Deos pela feliz conServaçað da Real pessoa de V. M.

    Napoles 21. de Dezembro de 1730.

    Ignacio Garcez Ferreira ..

    Só na Republica, contam e inventam mentiras, para o povo pensar que tivemos herois e na realidade, os Portugueses não precisam de herois, nós somos herois e não precisam de inventarem coisas

    João Felgar

  5. Toda esta gente que vive da mentira, festejam datas inexistentes, é a cultura do Estado Português é assim, datas que não são de festejo, inventam situações de Restauração, inventam pessoas de batalhas que nunca ocorreram, e inventam sobrenomes que vem de casas e de lugares, os nomes que temos, eram casas, património e nunca e jamais sobrenomes, inventam situações para certas personagens Usurparem o que foram de Infantes Portugueses, Usurparem nomes de casas que foram extintas em 1645, 1755, enumeras casas, famílias, mas na Republica permite se tudo.

    Obrigado.

    Na Monarquia Tradicional, a Verdade terá que imperar, sem uma Cultura verdadeira, o Portugal não vai para frente, vive se do engano, o Rei de hoje está triste.

    João Felgar

  6. Nós temos historiadores em Portugal, como é o caso do Sr. Paulo Drumont Braga, um entendido da história medieval e de outras histórias, no caso concreto Pedro II

    Paulo Drumond Braga, natural de Angra do Heroísmo, licenciado em História (1987), Mestre em História da Idade Média (1992) e Doutor em História dos Descobrimentos e da Expansão pela Universidade Nova de Lisboa (1997). Professor da Escola Superior de Educação de Almeida Garrett (Lisboa) desde 1997 e, investigador do Centro de Estudos Históricos da Universidade Nova de Lisboa. É autor de cerca de uma centena de artigos publicados em revistas da especialidade.

    Lançamento do livro
    “D. PEDRO II – Uma Biografia”
    de Paulo Drumond Braga
    Editora Tribuna da História

    D. Pedro II (1648-1706) governou Portugal durante 39 anos, primeiro como regente (1667-1683) e depois como rei (1683-1706). Dotado de um carácter incerto, tanto podia ser muito piedoso e devoto, afável, bondoso e clemente, como colérico, tímido, taciturno e melancólico, talvez mesmo depressivo. Mostrando grande força e enorme destreza física, gostava de assistir a exercícios militares e de participar em jogos, sendo um bom cavaleiro, toureiro e caçador.

    Como é possível um historiador, conseguir descrever ao pormenor a vida de um Rei D. Pedro II, não viveu com ele, as cartas que existem são parcas de informação, mas tenho algo de interessante para mostrar a esse historiador que os seus cálculos errados.

    Huic fucçellit Alphonfus VI. mortuus anno 1683. atque Alphonfo Petrus II. qui e vivis migra, vit anno 1706.

    O meu 9 avô paterno o Petrus II de Portugal reinou 23 anos, só. E desafio ao Sr. Paulo Drumont Braga defensor de turcos, que poste aqui se faz favor aonde foi buscar os 39 anos de governo e traga em latim se faz favor.

    Fico aguardar pela resposta.

    João Felgar

  7. Sr. Paulo Drumont Braga, eu exijo registos em latim de toda a sua conversa relativo ao D. Pedro II, traga tudo em latim, é a escrita dos Reis Portugueses. Respeite me se faz favor, e eu não turco

    1703 Maio 16

    Cum Serenissimus ac Potentissimus Princeps Leopoldus, Romanorum Imperator, et Serenissimus ac Potentissimus Princeps Guillelmus III Magnæ Britanniæ quondam Rex; nec non Celsi ac Præpotentes Domini Ordines Generales Federatarum Belgii Provinciarum Fodus inter se iniverint Hagæ Comitis conclusum die septimo Septembris anni millesimi septingentesimi primi, quod post obitum prædicti Regis Serenissima ac Potentissima Princeps Anna Magnæ Britanniæ Regina alacriter servandum suscepit, Serenissimum ac Potentissimum Petrum II Portugalliæ Regem invitaverunt, ut in ejus Fæderis Societatem venire vellet, ipsa autem Sacra Regia Majestas Portugalliæ cum tam amica invitatione Dominorum Foederatorum permota, tum etiam reputans Christianissimum Regem Ludovicum XIV postquam ipse Neposque ejus, ex Serenissimo Delfino secundo loco natus secum postrema percusserant Fædera multa edidisse non modo signa, sed etiam facta, quibus manifestè ostendit ejus consilia eo solum tendere, ut oppressa Gallico Dominatu Hispanorum Libertate, Hispaniæ Regna et Ditiones Provinciarum in modum Gallico Regno adjungat,

    Quando quidem fædus arctaque amicitia, quæ interceDezembro dit inter Serenissimam, ac Potentissimam Principem Dominam Annam Magnæ Britaniæ Reginam, et Serenissimum ac Potentissimum Petrum Lusitaniæ Regem postulat, ut utriusque gentis Britannæ et Lusitanæ commercia, quàm fieri possit, commodissimè promoveantur, et Sacra Regia Majestas Magnæ Britanniæ Sacræ Regiæ Majestati Lusitaniæ significandum curavit per Excellentissimum Dominum Joannem Methuen, Armigerum, Anglici Parlamenti Senatorem, et in Lusitanià Legatum Extraordinarium, pergratum sibi sore, si lanei pani, cæteraque lanificia Britannica in Lusitaniam admitterentur, eorum interdictione sublata : ut ea de re agi, et transigi posset Plenipotencias suas et mandata dederunt, Sacra scilicet Majestas Magnæ Britanniæ suprá memorato Excellentissimo Domino Joanni Methuen; Sacra verò Regia Majestas Lusitaniæ Excellentissimo Domino Emmanueli Tellesio Sylvio, Marchioni Alegretensi, Comiti Vil lar Maiorio, in Sodalitio Christi Equitum Commendatario Sancti Joannis de Alegrete, et Trapetorum de Soure; in Avisiensium verò Collegio Commendatario Sancti Joannis de Moura, et Sanctæ Mariæ de Albufeira, Trium-viro fisci moderatori, Primæ admissionis Cubiculario, et Status Consiliario Sacræ Regiæ Majestatis Lusitaniæ. Qui quidem vi Plenipotentiarum sibi respective concessarum, re maturè, diligenterque deliberatâ de illâ in sequentes articulos convenere.

    (1) Conhecido vulgarmente por Tratado de Methuen, fui renovado pelo

    DOM PEDRO II E ANNA RAINITA DA GRAM BRETANJIA,
    DE DEZEMBRO DE 1703. (1)

    João Felgar

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