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Sobre o blogue

O blogue "Raiz & Utopia" é um espaço de encontro e de diálogo, em defesa de uma cultura livre e pluridisciplinar. Retomamos o projeto da revista “Raiz e Utopia” fundada por António José Saraiva, Carlos Medeiros e José Baptista em 1977, cuja direção foi assumida por Helena Vaz da Silva, tornando-se uma referência na cultura portuguesa, pelo carácter inovador e inconformista, reunindo colaboradores como Edgar Morin, Eduardo Lourenço, António Alçada Baptista e Alberto Vaz da Silva.

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Antonio Gamoneda

  E vejo-as ao longe, as minhas palavras poisadas na praia como gaivotas. Ou sinto-as como heras no meu corpo, em redor da minha cintura. Também lhes tento o abraço que as ancore como herdeiras puras do meu sentir. Por certo que são meu caminho, meu anseio ilimitado, minha fadiga, minhas madressilvas, minhas folhas de […]

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FERNANDO AMADO: O “ENCONTRO” COM O MONÓLOGO

  A influência de Pirandello percorre a obra teatral de Fenando Amado, sobretudo no contraste entre a realidade imediata e os paradoxos do conteúdo respetivo: é, como sabemos, um teatro de tese e demonstração a partir da evolução dos conflitos, das personagens, dos diálogos e da própria potencialidade do espetáculo. Ao longo de cada peça, […]

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LONDON LETTERS

    Polar vortex, 2014   Todos concordarão que o segredo de um agradável dia londrino será manter o sentido de humor e sempre trazer consigo um chapéu de chuva. The British weather é uma instituição nacional e assiste até o mais relutante dos insulares a trocar amenidades, desde que seja após o café da […]

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POEMAS DE E TRADUZIDOS POR Luís Filipe Thomaz

  FOBERA PROSTASIA (a Nossa Senhora do Perpétuo Socorro)                                                    Como um menino antes de nascer                                                no útero materno aconchegado,                                                assim em teu regaço reclinado                                                quisera um dia, ó Mãe, adormecer;                                                  a vida como leite em Ti sorver                                                e assim em paz, sem pena nem cuidado,                                                […]

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NA MORTE DE EUSÉBIO

Na morte de Eusébio, recordamos os momentos de glória que a todos nos proporcionou. Ah, que entusiasmo! Que é a cultura senão a capacidade de nos apaixonarmos por todas as artes? Ah, que lembrança! Se vivesse, Ruy Belo escreveria uma ode extraordinária e nós, com ele, exultaríamos. Tóssan disse-o, como poucos, cheio de humor e […]

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ENFEITIÇADO ENFEITE JAPONÊS…

  Minha Princesa de mim:   Estou de volta aos achaques, ou andam os achaques à volta comigo… Ao terceiro dia de deita-senta-deita,pouso a leitura do “Genji monogatari”, para te escrever. Também é verdade que te escrevo sempre sem se. Qualquer palavra que te dê é incondicional. Nem todos entendem como a expressão livre da consciência,sem reservas […]

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É TÃO BOM SER PEQUENINO…

  Minha Princesa de mim: Lembro-me da casa dos nossos avós, em Bruxelas, éramos três pequeninos, tu e a tua irmã… e eu! Os nossos quartos ficavam no 3º piso, os das criadas no 4º. No 2º se recolhiam à noite e pela manhã, os avós e nossos pais e tios. O 1º era uma […]

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Antonio Gamoneda

    A doçura do erro fez-me fechar os olhos. Eu, Luni !, consegui caminhar ao meu encontro à hora em mim combinada. A pedra rotativa deixou-se abrir, e o estrangeiro, num segredo comum, deu-me a mão pela transparência da ânfora que ambos víamos. Gamoneda, Los dedos de sus manos transparentes; aquestos nidos de diversos […]

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ALMADA NEGREIROS: “O PINTOR NO TEATRO”

Trata-se aqui de um texto escrito por Almada em 1948, dedicado “à memória do muito querido companheiro Federico Garcia Lorca, por excelência a vocação de teatro em nossos dias”.  Recorde-se que a obra teatral e as intervenções plásticas de Almada ligadas ao teatro revelam e deixaram marcas profundas da estadia em Madrid, onde permaneceu e […]

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JÁ LÁ ESTIVEMOS…

  Minha Princesa do Céu: Será disparate falar-te assim, mas sempre me ensinaram que, neste eterno-infinito (mais um pleonasmo, desculpa!) onde ambos estamos (desculpa-me, outra vez: não estamos, só somos), ambos nós, tu e eu  –  nem eterna nem infinitamente, mas tão simplesmente para sempre, pois só a simples sempricidade fará sentido  –  será disparate […]

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