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Sobre o blogue

O blogue "Raiz & Utopia" é um espaço de encontro e de diálogo, em defesa de uma cultura livre e pluridisciplinar. Retomamos o projeto da revista “Raiz e Utopia” fundada por António José Saraiva, Carlos Medeiros e José Baptista em 1977, cuja direção foi assumida por Helena Vaz da Silva, tornando-se uma referência na cultura portuguesa, pelo carácter inovador e inconformista, reunindo colaboradores como Edgar Morin, Eduardo Lourenço, António Alçada Baptista e Alberto Vaz da Silva.

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A Vida dos Livros

A VIDA DOS LIVROS

   De 29 de agosto a 4 de setembro de 2022   “Raízes do Brasil” (1936) de Sérgio Buarque de Holanda (1902-1982) são motivo de reflexão sobre a construção do Brasil contemporâneo, no momento em que se celebram dois séculos da independência brasileira.     BRASIL – O OUTRO LADO DE NÓS Parece audacioso o […]

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PEDRAS NO MEIO DO CAMINHO

  XXVIII. UM PUZZLE COMPLEXO…   Ninguém melhor do que Almada Negreiros, num fragmento dos Painéis da Rocha do Conde de Óbidos, para nos guiar na reta final deste folhetim de folhetins. E porquê este puzzle de várias leituras e de diversos enredos? Para lembrar como a literatura pode ser mais do que um jogo […]

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POEMS FROM THE PORTUGUESE

POEMA DE FERNANDO PINTO DO AMARAL     CARDIOLOGIA   Talvez na sua vida o maior estímulo fosse a curiosidade.   Era o motor de tudo: aproximava-se de todas as mulheres que conhecia, mas só lhe interessavam os seus corações.   Cultivava com método essa obsessão e tal como as crianças costumam fazer aos brinquedos preferidos, também ele queria vê-los por dentro, saber ao certo como funcionavam, desfibrar lentamente cada esperança, dissecar com um rigor quase científico cada angústia ou desejo inconfessável até saborear o gosto sempre novo de cada uma dessas células.   Após cada experiência, observava aqueles corações já desmontados e, por não conseguir juntar as peças, guardava-as uma a uma no seu peito. Era um lugar seguro e com tantos pedaços de outras vidas na sua pulsação descompassada podia enfim acreditar que tinha também ele um coração.     in Pena Suspensa, 2004     CARDIOLOGY   The greatest motivation in his life was perhaps curiosity.   It drove him on: he approached every woman he met, but he was only interested in their hearts.   He methodically followed this obsession and like a child  […]

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PEDRAS NO MEIO DO CAMINHO

  XXVII. O MISTÉRIO É SÉRIO… Deixámos a Condessa e Rytmel apaixonados. Há uma ponta de loucura nessa relação. Propositadamente Ramalho e Eça demarcam-se das soluções tradicionais quanto às heroínas de folhetim. Luísa não faz parte do rol tradicional de quem se deixa arrastar pela força do destino. Luísa tem a sua vontade e afronta […]

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PEDRAS NO MEIO DO CAMINHO

  XXVI. NATURALMENTE, A ESTRADA DE SINTRA…   No primeiro romance policial português, de 1870, conta-se o misterioso rapto perpetrado por um grupo de mascarados. Eça de Queiroz confessa em 1884 que «numa noite de verão no Passeio Público, em frente a duas chávenas de café, penetrados pela tristeza da grande cidade, que em torno […]

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PEDRAS NO MEIO DO CAMINHO

  XXV. CHEGA JAIME RAMOS…   Já compreenderam por certo que este Folhetim, que está a dar as últimas, como uma coleção de fantasmas, que conto reunir em breve para tentar compreender qual o mistério que esta amálgama encerra. E não seria possível fazer essa reunião final em que vou tentar descobrir o enigma que […]

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PEDRAS NO MEIO DO CAMINHO

  XXIV. NOME DE GUERRA   O nome de Judite estava riscado pelo autor na capa da primeira edição desta obra. Para muitos, a começar no Ricardo Reis retratado por Saramago no “Ano da Morte”, estamos perante uma das obras mais importantes na renovação da literatura portuguesa contemporânea, ao lado de “Viagens na Minha Terra” […]

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PEDRAS NO MEIO DO CAMINHO

  XXIII. COMÉDIA DE ENGANOS   Já encontrámos Almeida Garrett nas suas geniais “Viagens”, agora invocamos o dramaturgo na Comédia “Falar Verdade a Mentir”, pequena peça em que as personagens são confrontadas com uma sucessão de mentiras que geram, entre momentos de gozo, as maiores confusões. É o exemplo da comédia de enganos, conhecida desde […]

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O APOCALIPSE, AS DOZE ESTRELAS, SALMAN RUSHDIE

  1. O Apocalipse, último livro da Bíblia, anda constantemente associado ao esotérico, à catástrofe, ao fim do mundo… Quem nunca ouviu falar da besta, do dragão, do número 666? Quando se quer aludir a catástrofes, horrores, guerras, fim do mundo, lá vem o adjectivo tenebroso “apocapítico”. Quem quiser uma informação rápida, científica e séria, […]

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