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Sobre o blogue

O blogue "Raiz & Utopia" é espaço de encontro e de diálogo, em defesa de uma cultura livre e pluridisciplinar. Retomamos o projeto da revista “Raiz e Utopia” fundada por António José Saraiva, Carlos Medeiros e José Baptista em 1977, cuja direção foi assumida por Helena Vaz da Silva, tornando-se uma referência na cultura portuguesa, pelo carácter inovador e inconformista, reunindo colaboradores como Edgar Morin, Eduardo Lourenço, António Alçada Baptista e Alberto Vaz da Silva.

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Lista de artigos

I. Identidade e Cultura

Durante o mês de agosto, publicaremos este ano um conjunto de reflexões sobre Portugal, que complementam o que publicámos em anos anteriores. Começamos por lembrar a ilustração de Rafael Bordalo Pinheiro com a misteriosa pergunta sobre Zé Povinho – “Levantar-se-á?” I. Identidade e Cultura Quem somos? O que nos distingue uns dos outros? Qual o […]

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ABECEDÁRIO DA CULTURA DA LÍNGUA PORTUGUESA

M. MIRANDÊS Falo de espíritos bem vivos. Os falantes distribuem-se principalmente por uma área de 550 quilómetros quadrados, conhecida como Terra de Miranda, formada pelo concelho de Miranda do Douro e as freguesias de Angueira e Vilar Seco no concelho de Vimioso. Também se deve incluir o território de Caçarelhos. A língua mirandesa é o nome oficial […]

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ABECEDÁRIO DA CULTURA DA LÍNGUA PORTUGUESA

L. LOPES (FERNÃO) Nesta visita sistemática dos fantasmas da Casa Portuguesa, chegamos ao loquaz Fernão Lopes, autor da “Crónica de D. João I”, um dos grandes marcos da língua portuguesa. A vida de Fernão Lopes é um mistério. Por ironia do destino, o homem através de quem conhecemos a História da geração que o precedeu, […]

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ABECEDÁRIO DA CULTURA DA LÍNGUA PORTUGUESA

K. «KWY» – LOURDES CASTRO Este folhetim trata de fantasmas. E quem melhor soube representá-los como sombras vivas foi Lourdes Castro e os seus amigos. A revista KWY foi um veículo precioso! Publicou-se em doze números de fabricação artesanal de 1958 a 1964. A denominação tem a ver com as três letras que então estavam […]

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ABECEDÁRIO DA CULTURA DA LÍNGUA PORTUGUESA

Ilustração: José Malhoa J. JOANINHA DOS OLHOS VERDES As “Viagens na Minha Terra” de Almeida Garrett (1ª edição, 1846) são constituídas por quarenta e nove capítulos de um folhetim romântico, cuja originalidade está na linguagem comum que usa e na ligação entre o relato de uma viagem e a narrativa de uma história trágica sobre a guerra civil que […]

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ABECEDÁRIO DA CULTURA DA LÍNGUA PORTUGUESA

I. ÍNDIA (O PLANO DA) Se há verdadeiros fantasmas na história portuguesa, eles estão representados por Nuno Gonçalves nos Painéis de S. Vicente, verdadeira chave do que podemos designar de Planos das Índias. No capítulo sétimo da «Crónica dos Feitos da Guiné», Gomes Eanes de Zurara apresenta cinco motivos para as navegações atlânticas. Antes de […]

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ABECEDÁRIO DA CULTURA DA LÍNGUA PORTUGUESA

H. HUMANISMO Damião de Góis (1502-1574) é símbolo do humanismo universalista português. É um bom fantasma, que em lugar de se deixar encerrar dentro dos nossos limites, dialogou com os grandes espíritos do seu tempo. Foi hóspede e confidente de Erasmo de Roterdão, foi desenhado por Albrecht Dürer. Foi historiador, epistológrafo, diplomata e viajante. Na […]

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ABECEDÁRIO DA CULTURA DA LÍNGUA PORTUGUESA

G. GIL VICENTE Que fantasma se segue? Um dos mais previsíveis. Um cultor de máscaras e da suprema arte de Thalia, que Talma celebrizou.. O sétimo fantasma respeita, assim, ao teatro. Das três graças da corte de Afrodite – Tália fazia nascer flores, Eufrosina dava sentido à alegria e Aglaia repesentava a claridade. Já François-Joseph […]

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ABECEDÁRIO DA CULTURA DA LÍNGUA PORTUGUESA

F. FERNANDO PESSOA Zé Fernandes e porventura Jacinto poderiam ter encontrado um dos fantasmas de Pessoa… Como saído da lâmpada de Aladino, esse espírito encontra-se na misteriosa arca… Pessoa é um escritor vulcânico, di-lo Richard Zenith: “quando as palavras começavam a fluir, usava todos os tipos de papel à disposição – folhas soltas, blocos de […]

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ABECEDÁRIO DA CULTURA DA LÍNGUA PORTUGUESA

(Ilustração de António) E. EÇA DE QUEIROZ   Ficámos na paisagem etérea do Olimpo, contando com o inesperado companheirismo de umas vetustas personagens que nos enchem ainda hoje de entusiamo, e que são as divindades greco-latinas. De súbito, recorremos ao Cronoscafo. Esse mesmo, o de Mortimer, a lembrar H. G. Wells. E, num ápice chegamos […]

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