auto_stories

Sobre o blogue

O blogue "Raiz & Utopia" é um espaço de encontro e de diálogo, em defesa de uma cultura livre e pluridisciplinar. Retomamos o projeto da revista “Raiz e Utopia” fundada por António José Saraiva, Carlos Medeiros e José Baptista em 1977, cuja direção foi assumida por Helena Vaz da Silva, tornando-se uma referência na cultura portuguesa, pelo carácter inovador e inconformista, reunindo colaboradores como Edgar Morin, Eduardo Lourenço, António Alçada Baptista e Alberto Vaz da Silva.

news

Subscrever por e-mail

Receberá apenas novas publicações - no máximo, um e-mail por dia.

Lista de artigos

POEMS FROM THE PORTUGUESE

POEMA DE VASCO GATO    Repara nos velhos Repara nos velhos.Dementes, doridos, restos de casas.Vivem agora a leprade todos nós.Não lhes chegamos.Tresandam.Esquecem.Apoderam-se do nada.E nós, capitosos,brindamos com o vinhoque também elessorveram,desdenhando a morteque, amarga comoa nossa indiferença,haveremosde provar. in Napule, 2011 See the old See the old.Sore, demented, derelict.They live for nowthe leprosy of us […]

Ler mais east

POEMS FROM THE PORTUGUESE

POEMA DE TIAGO PATRÍCIO    conhecemos alguém que nos dirigiu a palavra de outra mesae nos estendeu a mãodepois de enrolar o cabelopreso acima da nuca nos breves segundos a que temos direitofazemos um esforço por nosreconhecermos num livro comumou na marca de uma cerveja pode ser também nalguma citaçãoou nome de cidade onde estivemos […]

Ler mais east

O ENTUSIASMO DE ADÉLIA PRADO

  Acaba de ser atribuído o Prémio Camões, neste ano emblemático de 2024, a Adélia Prado, poeta brasileira, natural de Minas Gerais, como Carlos Drummond de Andrade e João Guimarães Rosa, formada em filosofia, professora, mãe de família, como uma obra notável.  E, com inteira justiça, Adélia também receberá por estes dias o Prémio Machado […]

Ler mais east

POEMS FROM THE PORTUGUESE

POEMA DE TIAGO ARAÚJO    os números este é o livro da minha descendência:adelino gerou armindo que gerou adão que geroutiago que gerou três. dois deles correm agora pela sala emperseguições alternadas. o terceiro cresce sem que ovejamos ainda. somos cada vez mais, embora insuficientespara substituir os mortos que coleccionamos em álbuns defamília, e por […]

Ler mais east

POEMS FROM THE PORTUGUESE

POEMA DE TATIANA FAIA    restart the heart homens bêbadoscantavam nas ruasa primavera um deusmais jovem teve o seu começono entrançado dos cabelos negrosno empedrado dessa ruelaagarrou-te pelos pulsosmagnético vingativotu giraste sobre o centroo braço primeiro hesitantea mão contra as costasdepois puxando-tesubindo pelas coxas acrescenta agoranunca saberei de quantasformas te destruí te recomeceipara a flor […]

Ler mais east

POEMS FROM THE PORTUGUESE

POEMA DE SÉRGIO GODINHO    Os órgãos vitais Eu tenho que contar com tudo o que há de dentro –pulmões e suspiros e cérebro e desilusõesintestinos funcionais no sentido lato do termorins e fígado à espera de amor brevebebida a mais muito depressaconsumo mínimo para então conforto máximo E todos eles velados pelo irascível(mas paciente) […]

Ler mais east

POEMS FROM THE PORTUGUESE

POEMA DE SARA F. COSTA    Quartos passaram alguns meses depois de ter decorado o teu rostopassaram alguns dias depois de saber o teu nome,passaram algumas horas depois de deixar o teu quarto.do meu quarto ao teu quarto o tempo é um corredor sombrioque flutua na margem das imagens.encontro-me deitada sobre o manto suave da […]

Ler mais east

POEMS FROM THE PORTUGUESE

POEMA DE RUI PIRES CABRAL    Super-realidade estranho à franqueza dos teus modos, baçopara os teus sentidos. Parávamos o carro num beco qualquer,queimávamos o rastilho das palavrasaté ao deserto onde dávamos as mãos. Lá fora, a realidade era o espaço inteirodeitado nos vidros, o mundo caídopara dentro do silêncio. Gastávamos depressa o tempo, perdidosno nosso […]

Ler mais east

POEMS FROM THE PORTUGUESE

POEMA DE RUI MIGUEL RIBEIRO    A tarde Nesta desaceleraçãoespero que os dias corram iguais,uniformes e sem resistência.Procuro de cada mistérioentender o mais simples.Fico pelo que é mais rente,mais sólido, com menos construção. Já não chega ter os horários,as entregas e as rotinas,para aceitar o ritmo de furo lentoda vida. Mais próximo cresce o detalhe.É […]

Ler mais east