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Sobre o blogue

O blogue "Raiz & Utopia" é um espaço de encontro e de diálogo, em defesa de uma cultura livre e pluridisciplinar. Retomamos o projeto da revista “Raiz e Utopia” fundada por António José Saraiva, Carlos Medeiros e José Baptista em 1977, cuja direção foi assumida por Helena Vaz da Silva, tornando-se uma referência na cultura portuguesa, pelo carácter inovador e inconformista, reunindo colaboradores como Edgar Morin, Eduardo Lourenço, António Alçada Baptista e Alberto Vaz da Silva.

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Lista de artigos

POEMS FROM THE PORTUGUESE

POEMA DE ALBERTO PIMENTA    Marthiya of Abdel Hamid segundo Alberto Pimenta 35 35.Não seiSe tornarei a verAs caravanasQue de madrugadaAtravessam o desertoEm frenteÀs ruínas de Palmira OuAs azenhas milenaresDe HamaA chiar de esforçoQuando elevamA água do OronteAté ao aquedutoQue encima a cidade OuA paisagemAos pés do monte KasyunCoberta de estrelasQue caíramE se fizeramPura luz […]

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POEMS FROM THE PORTUGUESE

POEMA DE YVETTE K. CENTENO    Através do Espelho a António Ramos Rosa Foste sempre a estrangeira:a da trança de ladoa do olhar de frenteo verde da tua bataum verdeinconvenientetinhas muitas moradaspartias e partiasnão ficavase a meio da viagemquando os outros seguiamtu voltavas in Outonais (poemas 2005-2010), unpublished© Yvette K. Centeno Through the Looking-glass to António […]

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POEMS FROM THE PORTUGUESE

POEMA DE VASCO GRAÇA MOURA   rodopio ah, as grandessombras da músicaestirando-se na tarde!tu dançavas nos meus sonhose elevavas o corponum rodopio de perfumese então era a volúpiadas palmeiras esguiassob o ventofazendo a luz oscilarem ziguezaguessobre as minhas pálpebrase era o puro movimento,uma cadência do sera modelar-te o corpoentre citrinos in O Caderno da Casa […]

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POEMS FROM THE PORTUGUESE

POEMA DE VASCO GATO   Os cães dormem… Os cães dormem finissimamente. Vejo-os resumidos emtorno do chão, peneirando serenos as dunas do sono. Jáeu, reproduzo a insónia de uma forma quase fabril: de horaem hora, de noite em noite. É a metalurgia de algo que nãofunde, eu e a fornalha das minhas burlas, dos meusprejuízos. […]

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POEMS FROM THE PORTUGUESE

POEMA DE TIAGO PATRÍCIO   A caligrafia das aves As aves marcam o relevo da marée a estenografia das horasMudam de estação como de idiomae ondulam pela areia de uma seara Emergem de vírgulas interiorese anunciam uma ortografia maduraentre as linhas de continentes decalcadosa tinta impermanente Têm uma caligrafia acidental em frente ao mare uma […]

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POEMS FROM THE PORTUGUESE

POEMA DE TIAGO ARAÚJO   o lugar do morto ao teu lado, no lugar do morto, enquantoconduzes a conversa a uma frase sempreparação. chegámos tarde à praia,como a quase tudo. o vento levanta opó do parque de estacionamento e nãosaímos do carro. não sei a resposta certae por isso represento mal o meu papel secundário.limito-me […]

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POEMS FROM THE PORTUGUESE

POEMA DE TATIANA FAIA   guardião tinha sido o guardião de dois gatosde uma orquídea mudada em cinzao guardião de uma arcada postaa norte por sentinelas e muralhascordas de roupa e alguns vasosabertos sobre o sol expostosà chuva de abril ao tamborilarda música quotidiana e incómodatinha sido o guardião desse espaçoaberto sobre as arcadas as […]

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POEMS FROM THE PORTUGUESE

POEMA DE SÉRGIO GODINHO     Para que serve Para que serve a poesia, minha amiga? serve de moradaé lá que recebemos os avisos e as convocatóriase descemos as escadasde chave farejada na mão.Chova e não chovapara abrir uma caixasão precisos cinco passos sem história. Haja o extracto de contapublicidadee mesmo uma conta, a sério.Mas por […]

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POEMS FROM THE PORTUGUESE

POEMA DE SARA F. COSTA   Inocência as manhãs primitivasqueimam o sonoe a febre crepita pela parte mais vertical das palavras.o teu dedo sobre o meu nome faz uma pressão insuportávele há um espasmo que percorre este textoenquanto o inferno nos nasce lentamente no peitocomo uma cobra a rastejar junto às cavidades inseguras das horas.dos […]

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