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Sobre o blogue

O blogue "Raiz & Utopia" é um espaço de encontro e de diálogo, em defesa de uma cultura livre e pluridisciplinar. Retomamos o projeto da revista “Raiz e Utopia” fundada por António José Saraiva, Carlos Medeiros e José Baptista em 1977, cuja direção foi assumida por Helena Vaz da Silva, tornando-se uma referência na cultura portuguesa, pelo carácter inovador e inconformista, reunindo colaboradores como Edgar Morin, Eduardo Lourenço, António Alçada Baptista e Alberto Vaz da Silva.

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Lista de artigos

POEMS FROM THE PORTUGUESE

POEMA DE JOSÉ MIGUEL SILVA    Morangos Silvestres – Ingmar Bergman (1957) Um ser humano é um combinado de egoísmo,sofrimento e necedade. Não comove ninguém.Uma pedra não comove ninguém. A belezaé um acidente banal e pressupõe a morte;muitas vezes se rodeia de sandice, e se nos fala,chega a ser assustador. A inteligência, refrescantecomo um duche, sabe […]

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Poesia

POESIA

ODISSEIA (4) XVI    Quando pouco a pouco o ouvido aprende a ensurdecer, o amor tem forma de mão. XVII   Se quanto mais vivos mais morremos, tudo afinal nos abandona, até o amor, essa grande companhia. XVIII   Submete-se até a zona das perguntas para que o mundo se não repita tanto, para que […]

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POEMS FROM THE PORTUGUESE

POEMA DE JOSÉ AGOSTINHO BAPTISTA    Cão Envelhecemos lado a lado, meu amigo,companheiro das sinuosas veredas de cardos eurtigas,guardador dos rebanho brancos e de cadasolitária rosa dos meus dias,calámo-nos juntos, meu amigo,companheiro de maculada voz,e agora já não poderei levar-te desta margem àsoutras margens,onde havias de suavizar, ternamente, as minhasferidas.Sei que em breve te direi adeus.Tenho […]

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Poesia

POESIA

ODISSEIA (3)  XI Em bodas nunca vistas, antes mesmo da luz no cálice ser outro tanto ou mais que uma pomba, guardou-se o luto pelo anjo que não morreu de mal de amores. XII    Se o meu olhar for capaz de se despojar de si, terei a prova: o esquecimento não existe. XIII   […]

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POEMS FROM THE PORTUGUESE

POEMA DE JORGE SOUSA BRAGA O apanhador de cogumelos O mais difícil não é distinguirentre um boleto pão-de-ló e umboleto-de-satanás o mais difícilnão é andar quilómetros e quiló-metros por uma floresta e chegarao fim com os pés enxutos.O mais difícil é não sucumbirà beleza desse mundo que sealimenta de detritos em putre-facção e onde não […]

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Poesia

POESIA

ODISSEIA (2) VI   A metalinguagem é lava que só um pássaro habita no chamado da ideia. VII   As cores têm nas suas bolsas outras cores, outras perseveranças, aquelas mesmas que nos respondem à pergunta se estaremos juntos para sempre quando não estivermos em lugar algum. VIII   Se cada poema faz esquecer o […]

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POEMS FROM THE PORTUGUESE

POEMA DE JOÃO LUÍS BARRETO GUIMARÃES    Cerveja & remorsos Os dias: deposito-os na pele. Deus (ouqualquer coisa por Ele) está com certezapor trás desta tarde de domingo (overão chegando ao fim imensoem seus labirintos)acautelamos derrotas milímetro amilímetro. Por vezes(mais distraídos) somostecnicamente felizesabrindo nozes ao meio (quais cirurgiões das meninges)desenrolando croissants à procurado infinito. Massabes […]

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POESIA

ODISSEIA (1) Se a vida tivesse forma de escrita, letra a letra descobria-se o verbo. I E quando o peito incumbe que às costas também seja dada atenção, a aprendizagem inicia-se. II  E se o que nos ocorre fosse uma cópia do que não nos ocorre? E se existisse um tempo em que tudo quanto […]

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POEMS FROM THE PORTUGUESE

POEMA DE DAVID TELES PEREIRA    Um pouco mais que Haiku de amor Tenho medidos os dias a cigarros, rápidos e imprecisos,fumados até ao litoral dos teus olhos. Continuo…no mesmo sítio de sempre, devolvendoàs cadeiras o sorriso emprestado pela familiaridadedos seus gestos tão pouco poéticos.Tenho acertado os dias pelos copos e agoraestão – ou estarei […]

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