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Sobre o blogue

O blogue "Raiz & Utopia" é um espaço de encontro e de diálogo, em defesa de uma cultura livre e pluridisciplinar. Retomamos o projeto da revista “Raiz e Utopia” fundada por António José Saraiva, Carlos Medeiros e José Baptista em 1977, cuja direção foi assumida por Helena Vaz da Silva, tornando-se uma referência na cultura portuguesa, pelo carácter inovador e inconformista, reunindo colaboradores como Edgar Morin, Eduardo Lourenço, António Alçada Baptista e Alberto Vaz da Silva.

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Lista de artigos

POEMS FROM THE PORTUGUESE

POEMA DE LUÍS FILIPE PARRADO    Partes de um todo Esta tarde, sentado num banco do jardim,tentava ler um livro difícilenquanto esperava por ti.O livro tornava mais dura, mais penosa, a espera.Então levantei os olhos das páginas,pousei o livro, vi um homem novoaproximar-se e passar à minha frentecom um saco de plásticocom maçãs vermelhas numa […]

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POEMS FROM THE PORTUGUESE

POEMA DE LUÍS FELÍCIO    repito a inexorável argúcia dos salmos repito a inexorável argúcia dos salmose amo os portais abertos diante da força da águatento compreender o meu tempoe o imponderável intuito do poemanão tenho outros olhos nem outras mãosjá não me mostras imagensmas eu vejo as heras fazendo lábiossombrios por interjeição e bafosou […]

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Poesia

POESIA

ODISSEIA (6) XX   Se existir um leitor que reúna qualquer dia com o próprio dia, para ele escreverei no sentido de o ouvir, no sentido de abrir coisas, no sentido de me dizer da morte antes do nascer e do que significam as coisas antes de significarem. XXI   Existe sim, uma arte no […]

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POEMS FROM THE PORTUGUESE

POEMA DE JOSÉ TOLENTINO MENDONÇA   Escatologia E, por fim, Deus regressacarregado de intimidade e de imprevistojá olhado de cima pelos séculoshumilde medida de um oral silêncioque pensámos destinado a perderEis que Deus sobe a escada íngrememil vezes por nós repetidae se detém à espera sem nenhuma impaciênciacom a brandura de um cordeiro doenteQual de nós […]

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Poesia

POESIA

ODISSEIA (5) XXIII A morte é a raiz que lhe falta dentro e fora dela. A morte só se apoia. XXIV Numa pausa concertada. O olhar longe numa ideia que é parte de cá e de lá. O olhar numa entrega sem nada mais. Sem a pergunta desnecessária. Estorvo. XXV Também nos aproximamos de tudo […]

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A Vida dos Livros

A VIDA DOS LIVROS

 De 27 de novembro a 3 de dezembro de 2023 No centenário do nascimento de Urbano Tavares Rodrigues (1923-2013), invocamos a sua obra multifacetada, designadamente «Os Insubmissos» (1961), além da poesia e ensaio, onde se encontram as raízes da cultura e a compreensão da importância da emancipação humana. “A Primavera vem dançando / com seus […]

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POEMS FROM THE PORTUGUESE

POEMA DE JOSÉ MIGUEL SILVA    Morangos Silvestres – Ingmar Bergman (1957) Um ser humano é um combinado de egoísmo,sofrimento e necedade. Não comove ninguém.Uma pedra não comove ninguém. A belezaé um acidente banal e pressupõe a morte;muitas vezes se rodeia de sandice, e se nos fala,chega a ser assustador. A inteligência, refrescantecomo um duche, sabe […]

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Poesia

POESIA

ODISSEIA (4) XVI    Quando pouco a pouco o ouvido aprende a ensurdecer, o amor tem forma de mão. XVII   Se quanto mais vivos mais morremos, tudo afinal nos abandona, até o amor, essa grande companhia. XVIII   Submete-se até a zona das perguntas para que o mundo se não repita tanto, para que […]

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POEMS FROM THE PORTUGUESE

POEMA DE JOSÉ AGOSTINHO BAPTISTA    Cão Envelhecemos lado a lado, meu amigo,companheiro das sinuosas veredas de cardos eurtigas,guardador dos rebanho brancos e de cadasolitária rosa dos meus dias,calámo-nos juntos, meu amigo,companheiro de maculada voz,e agora já não poderei levar-te desta margem àsoutras margens,onde havias de suavizar, ternamente, as minhasferidas.Sei que em breve te direi adeus.Tenho […]

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