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Sobre o blogue

O blogue "Raiz & Utopia" é um espaço de encontro e de diálogo, em defesa de uma cultura livre e pluridisciplinar. Retomamos o projeto da revista “Raiz e Utopia” fundada por António José Saraiva, Carlos Medeiros e José Baptista em 1977, cuja direção foi assumida por Helena Vaz da Silva, tornando-se uma referência na cultura portuguesa, pelo carácter inovador e inconformista, reunindo colaboradores como Edgar Morin, Eduardo Lourenço, António Alçada Baptista e Alberto Vaz da Silva.

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Lista de artigos

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Poesia

POESIA

ODISSEIA (3)  XI Em bodas nunca vistas, antes mesmo da luz no cálice ser outro tanto ou mais que uma pomba, guardou-se o luto pelo anjo que não morreu de mal de amores. XII    Se o meu olhar for capaz de se despojar de si, terei a prova: o esquecimento não existe. XIII   […]

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POEMS FROM THE PORTUGUESE

POEMA DE JORGE SOUSA BRAGA O apanhador de cogumelos O mais difícil não é distinguirentre um boleto pão-de-ló e umboleto-de-satanás o mais difícilnão é andar quilómetros e quiló-metros por uma floresta e chegarao fim com os pés enxutos.O mais difícil é não sucumbirà beleza desse mundo que sealimenta de detritos em putre-facção e onde não […]

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Poesia

POESIA

ODISSEIA (2) VI   A metalinguagem é lava que só um pássaro habita no chamado da ideia. VII   As cores têm nas suas bolsas outras cores, outras perseveranças, aquelas mesmas que nos respondem à pergunta se estaremos juntos para sempre quando não estivermos em lugar algum. VIII   Se cada poema faz esquecer o […]

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POEMS FROM THE PORTUGUESE

POEMA DE JOÃO LUÍS BARRETO GUIMARÃES    Cerveja & remorsos Os dias: deposito-os na pele. Deus (ouqualquer coisa por Ele) está com certezapor trás desta tarde de domingo (overão chegando ao fim imensoem seus labirintos)acautelamos derrotas milímetro amilímetro. Por vezes(mais distraídos) somostecnicamente felizesabrindo nozes ao meio (quais cirurgiões das meninges)desenrolando croissants à procurado infinito. Massabes […]

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Poesia

POESIA

ODISSEIA (1) Se a vida tivesse forma de escrita, letra a letra descobria-se o verbo. I E quando o peito incumbe que às costas também seja dada atenção, a aprendizagem inicia-se. II  E se o que nos ocorre fosse uma cópia do que não nos ocorre? E se existisse um tempo em que tudo quanto […]

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…POEMA

…  e os humanos não cegaram na expectativa dos massacres. Os humanos precisam de os testemunhar para que a visão da carniça seja sinal de que por nada mais terão de se incomodar, por ora. Trancados no sem nada, os humanos, espreitarão os vídeos cujos registos abarcarão os gritos excruciantes do sangue expulso da vida. […]

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POEMS FROM THE PORTUGUESE

POEMA DE DAVID TELES PEREIRA    Um pouco mais que Haiku de amor Tenho medidos os dias a cigarros, rápidos e imprecisos,fumados até ao litoral dos teus olhos. Continuo…no mesmo sítio de sempre, devolvendoàs cadeiras o sorriso emprestado pela familiaridadedos seus gestos tão pouco poéticos.Tenho acertado os dias pelos copos e agoraestão – ou estarei […]

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