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Sobre o blogue

O blogue "Raiz & Utopia" é um espaço de encontro e de diálogo, em defesa de uma cultura livre e pluridisciplinar. Retomamos o projeto da revista “Raiz e Utopia” fundada por António José Saraiva, Carlos Medeiros e José Baptista em 1977, cuja direção foi assumida por Helena Vaz da Silva, tornando-se uma referência na cultura portuguesa, pelo carácter inovador e inconformista, reunindo colaboradores como Edgar Morin, Eduardo Lourenço, António Alçada Baptista e Alberto Vaz da Silva.

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Lista de artigos

CRÓNICAS PLURICULTURAIS

  147.   INTERROGAÇÕES EM DEMOCRACIA   Se, por exemplo, considerarmos que a liberdade de expressão é, no essencial, uma vantagem cívica e social das elites e dos mais ricos, dado terem as suas necessidades básicas satisfeitas, sendo natural que os direitos cívicos (como a liberdade de expressão) sejam mais relevantes que os direitos sociais, ao […]

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CRÓNICAS PLURICULTURAIS

  146.   ENTRE O REAL E O IDEAL E O IDEAL E O REAL   O florentino Maquiavel e o inglês Thomas More são dois vultos permanentes em política e sociologia. Maquiavel, confrontado com as guerras e lutas civis que gangrenavam a península itálica, procura uma maneira de a salvar, colhendo e adaptando os ensinamentos […]

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CRÓNICAS PLURICULTURAIS

  143. SÍSIFO E A ACEITAÇÃO DA ORDEM ESTABELECIDA A mesma rotina diária: acordar, levantar, higiene pessoal, vestir, pequeno almoço, adquirir legumes, fruta, flores, plantas, abrir e montar a banca, pôr tudo à vista, para comerciar e vender, vender, vender. Almoçar, a meio do dia. No fim, arrumar o que sobra, desfazer a banca e […]

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CRÓNICAS PLURICULTURAIS

  142. PROMETEU E A REJEIÇÃO DA ORDEM ESTABELECIDA Prometeu era um titã, um gigante, um profeta, um inventor, de quem Zeus temia o poder, cujo nome significa “aquele que vê antes”, com clarividência, perspicácia, que subiu ao Olimpo para roubar o fogo dos deuses (imortais) e fazer dos homens e mulheres (mortais) quase seus […]

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CRÓNICAS PLURICULTURAIS

  140. A LIBERDADE DE EXPRESSÃO E O POLITICAMENTE CORRETO Se, no essencial, a liberdade de expressão se justifica para os que discordam de nós, nos escrutinam, incomodam e questionam, dado que só me interessa quando sou controverso, perseguido ou posso sê-lo, pela minha contundência ou sentido crítico, não se justificando quando concordam connosco ou […]

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CRÓNICAS PLURICULTURAIS

  139. O LIVRO IDEAL – O senhor anda sempre à procura do livro ideal. Mas não existe.  Ramiro concordou.      – Foi uma frase genial. Nunca a esqueci, até hoje.     Anos e anos comprador e leitor compulsivo de livros, frequentava uma livraria, género biblioteca, bar e tertúlia, onde nos seus solilóquios mais […]

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CRÓNICAS PLURICULTURAIS

  138. UM TESTEMUNHO DE GOYA NO CENTRO CULTURAL DE CASCAIS Em “Carta a meus filhos sobre os fuzilamentos de Goya”, de Jorge de Sena, lê-se: “(…) Estes fuzilamentos, este heroísmo, este horror, foi uma coisa, entre mil, acontecida em Espanha há mais de um século e que por violenta e injusta ofendeu o coração […]

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