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Sobre o blogue

O blogue "Raiz & Utopia" é um espaço de encontro e de diálogo, em defesa de uma cultura livre e pluridisciplinar. Retomamos o projeto da revista “Raiz e Utopia” fundada por António José Saraiva, Carlos Medeiros e José Baptista em 1977, cuja direção foi assumida por Helena Vaz da Silva, tornando-se uma referência na cultura portuguesa, pelo carácter inovador e inconformista, reunindo colaboradores como Edgar Morin, Eduardo Lourenço, António Alçada Baptista e Alberto Vaz da Silva.

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Lista de artigos

Xanana Gusmão e Luís Represas

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A Vida dos Livros

Luís Represas e Xanana Gusmão

Lembramos hoje um encontro memorável em Timor Leste com Luís Represas e Xanana Gusmão. Foi no ano 2000, Timor Leste estava na ordem do dia. Num heroico C-130, ocorreu a viagem do Presidente Jorge Sampaio aos nossos antípodas. Era um tempo inolvidável de paixões fortes, depois de muitos terem descrido sobre a possibilidade da independência […]

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A felicidade do artista…

Folhetim de Verão – Capítulo IX Esta história não se ficaria por ali. António Ferro não teve dúvidas sobre que a melhor solução era a de seguir as audácias de Almada Negreiros. Havia que compreender os novos tempos e as novas tendências. Almada não estava só, e a corrente modernista estava em movimento. A revista […]

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Orfeu e Eurídice

Entre Orfeu e Eurídice

Minha Princesa de mim (serás?): Olho para o “Orfeu e Eurídice” do Jean Raoux, quadro exposto aqui, no J. Paul Getty Museum de Los Angeles. Pintura talvez já moldada por uma qualquer achega iluminista: uma alma do séc. XVIII interroga um mito clássico e interpreta-o. O lírico Orfeu dá a mão direita à infeliz Eurídice, […]

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Funâmbulos e folgazões…

Folhetim de Verão – Capítulo VIII Esta história conta-se em poucas palavras. Como já dissemos, Almada Negreiros abraçou com mãos ambas o projeto de realizar os painéis das duas Gares Marítimas. O espírito que presidiu aos dois casos era o mesmo: homenagear o povo português e a sua cultura genuína. Houve, por certo, uma conversa […]

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Varinas à espera do pescado…

Folhetim de Verão – Capítulo VII A Gare Marítima de Alcântara, projetada por Pardal Monteiro, onde se encontram os painéis alusivos à Nau Catrineta de Almada Negreiros, foi inaugurada em 1943, apesar do edifício ainda ficar em obras mais dois anos. O contrato com Almada Negreiros envolvia oito pinturas a fresco (dois trípticos e duas […]

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Catarineta Brasileira

Folhetim de Verão – Capítulo VI Ariano Suassuna, grande referência da cultura brasileira, recriou a “Nau Catarineta”, com uma vivacidade e um tom, que nos permitem reviver a intensa história que temos vindo a relatar, e que corresponde à expressão da tragédia no seu pleno colorido: Ouçam, meus senhores todos, uma história de espantar Lá […]

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Crónica da Cultura

Mas é mal feito… meu pai, é mal feito… é mal feito… minha mãe

Começara, então, para Maria do Rosário, uma existência abandonada. Desde que se casara com aquele traste pegado ao vinho, apoderou-se dela uma tristeza tal que nem o nascer dos pintos lhe arrancava um sorriso breve. Todos os seus deveres, agora que deles passara a ausentar a sua alma, eram-lhe sentidos como fardos de lâminas e […]

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Acalmaram vento e mar

Folhetim de Verão – Capítulo V – “Sobe, sobe, marujinho,Àquele mastro real,Vê se vês terras de Espanha,As praias de Portugal!” – “Não vejo terras de Espanha,Nem praias de Portugal;Vejo sete espadas nuasQue estão para te matar.” – “Acima, acima, gajeiro,Acima ao tope real!Olha se enxergas Espanha,Areias de Portugal!” – “Alvíssaras, capitão,Meu capitão general!Já vejo terras […]

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Milagre ao sabor do vento

Folhetim de Verão – Capítulo IV Seguiram ao sabor do vento. Mas o desânimo era completo. A fome apertava como nunca e a fraqueza dos membros levava os marinheiros a sentirem-se impotentes. Jorge de Albuquerque mantinha o cuidado de prover a tudo. Comandava, consolava, animava, comunicava a esperança à companhia inteira. Embarcara doente no Brasil, […]

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Mar Medonho…

Folhetim de Verão – Capítulo III Já em 12 de setembro, o vento acalmou para depois rondar para sudoeste. Em breve veio, no entanto, a fúria e a intensidade foi tal e tanta que houve que alijar a carga, a começar com os haveres do comandante. Mas tal não foi suficiente e tiveram de arrojar […]

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