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Sobre o blogue

O blogue "Raiz & Utopia" é um espaço de encontro e de diálogo, em defesa de uma cultura livre e pluridisciplinar. Retomamos o projeto da revista “Raiz e Utopia” fundada por António José Saraiva, Carlos Medeiros e José Baptista em 1977, cuja direção foi assumida por Helena Vaz da Silva, tornando-se uma referência na cultura portuguesa, pelo carácter inovador e inconformista, reunindo colaboradores como Edgar Morin, Eduardo Lourenço, António Alçada Baptista e Alberto Vaz da Silva.

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Lista de artigos

SALMAN RUSHDIE E O DIÁLOGO INTER-RELIGIOSO

  Ruhollah Khomeini © Mohammad Sayyad   1.  Em 2006, realizou-se, em Santa Maria da Feira, o V Simpósio “Sete Sóis Sete Luas”, que teve como tema “Qual é o Deus do Mediterrâneo?” Foram conferencistas Salman Rushdie, Cláudio Torres e eu próprio. O debate, moderado por Carlos Magno, durou quatro horas, com uma assistência atenta, […]

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Categories

A Vida dos Livros

A VIDA DOS LIVROS

   De 29 de agosto a 4 de setembro de 2022   “Raízes do Brasil” (1936) de Sérgio Buarque de Holanda (1902-1982) são motivo de reflexão sobre a construção do Brasil contemporâneo, no momento em que se celebram dois séculos da independência brasileira.     BRASIL – O OUTRO LADO DE NÓS Parece audacioso o […]

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PEDRAS NO MEIO DO CAMINHO

  XXVIII. UM PUZZLE COMPLEXO…   Ninguém melhor do que Almada Negreiros, num fragmento dos Painéis da Rocha do Conde de Óbidos, para nos guiar na reta final deste folhetim de folhetins. E porquê este puzzle de várias leituras e de diversos enredos? Para lembrar como a literatura pode ser mais do que um jogo […]

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POEMS FROM THE PORTUGUESE

POEMA DE FERNANDO PINTO DO AMARAL     CARDIOLOGIA   Talvez na sua vida o maior estímulo fosse a curiosidade.   Era o motor de tudo: aproximava-se de todas as mulheres que conhecia, mas só lhe interessavam os seus corações.   Cultivava com método essa obsessão e tal como as crianças costumam fazer aos brinquedos preferidos, também ele queria vê-los por dentro, saber ao certo como funcionavam, desfibrar lentamente cada esperança, dissecar com um rigor quase científico cada angústia ou desejo inconfessável até saborear o gosto sempre novo de cada uma dessas células.   Após cada experiência, observava aqueles corações já desmontados e, por não conseguir juntar as peças, guardava-as uma a uma no seu peito. Era um lugar seguro e com tantos pedaços de outras vidas na sua pulsação descompassada podia enfim acreditar que tinha também ele um coração.     in Pena Suspensa, 2004     CARDIOLOGY   The greatest motivation in his life was perhaps curiosity.   It drove him on: he approached every woman he met, but he was only interested in their hearts.   He methodically followed this obsession and like a child  […]

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PEDRAS NO MEIO DO CAMINHO

  XXVII. O MISTÉRIO É SÉRIO… Deixámos a Condessa e Rytmel apaixonados. Há uma ponta de loucura nessa relação. Propositadamente Ramalho e Eça demarcam-se das soluções tradicionais quanto às heroínas de folhetim. Luísa não faz parte do rol tradicional de quem se deixa arrastar pela força do destino. Luísa tem a sua vontade e afronta […]

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