auto_stories

Sobre o blogue

O blogue "Raiz & Utopia" é espaço de encontro e de diálogo, em defesa de uma cultura livre e pluridisciplinar. Retomamos o projeto da revista “Raiz e Utopia” fundada por António José Saraiva, Carlos Medeiros e José Baptista em 1977, cuja direção foi assumida por Helena Vaz da Silva, tornando-se uma referência na cultura portuguesa, pelo carácter inovador e inconformista, reunindo colaboradores como Edgar Morin, Eduardo Lourenço, António Alçada Baptista e Alberto Vaz da Silva.

news

Subscrever por e-mail

Receberá apenas novas publicações - no máximo, um e-mail por dia.

Lista de artigos

Diversidade, uniformização e unidade com diversidade

Quem aprecia a diversidade e a pluralidade, aplaude a diferença, a singularidade e a especificidade, em contraste com a monotonização e a uniformização, em que tudo se unifica e nivela segundo um esquema cultural homogéneo. Há que fazer uma opção entre a vontade de igualizar, padronizar e uniformizar a visão do mundo, e quem escolhe […]

Ler mais east
© Diego Delso, delso.photo, CC BY-SA

Categories

Crónica da Cultura

No longo tempo do mundo

Sabe-se que os territórios da literatura atravessam fronteiras em todas as direções, constituindo mesmo uma estadia para uma outra vida e para um outro tempo de viver a vida. No longo tempo do mundo, a literatura faz-nos viver vida e morte numa passagem com inúmeras ruínas e admiráveis gaivotas. Mas muito é o que nos […]

Ler mais east

As pinturas das formas flutuantes de John McLean possuem um equilíbrio orgânico

“The floating shapes that are none the less resonant of the moon, wings, maple seedlings or whatever, have evolved through compositional considerations more than anything else. I would of course admit, indeed rejoice in their having overtones of forms in nature, but would also point out they gain strength, meaning and universality from their mere […]

Ler mais east
Schopenhauer

A vontade de poder e o Reino de Deus

1. Embora ao princípio tenha sido bastante ignorada, trata-se de uma obra decisivamente importante: Die Welt als Wille und Vorstellung (O mundo como vontade e representação), de Arthur Schopenhauer. “O mundo é a minha representação”, assim começa, pois é sempre com a nossa estrutura humana que o captamos. Mas o ser humano não se reduz […]

Ler mais east

Categories

A Vida dos Livros

Fátima: Um Caleidoscópio de Olhares

“Nos Corredores da Biblioteca de Fátima” é um repositório literário sobre os olhares dos prosadores portugueses a propósito das Aparições de Fátima, constituindo um auxiliar cultural precioso. «Nos Corredores da Biblioteca de Fátima – os Olhares dos Pensadores» de Agripina Carriço Vieira corresponde ao estudo realizado sobre a presença das Aparições na prosa em língua […]

Ler mais east
Poema de Rui Cóias

Onde vieres também tu…

Leite negro da madrugada bebemo-lo ao entardecerbebemo-lo ao meio dia e pela manhã bebemo-lo de noitebebemos e bebemosPaul Celan, Todesfuge (Trad. de João Barrento) Onde vieres também tu a sussurrar nas valas, nem que faminta esteja a tua voze se teus olhos os vir de madrugada, perdidos pelos campos, em sítios que estremecem – eu […]

Ler mais east
Centro da cidade de Faro

Categories

Artigos de Opinião

O espírito da Convenção de Faro

Foi com grande gosto que participei na última semana na cidade de Faro no encontro internacional sobre o tema “Reintrepertar o Património à luz da Convenção de Faro”. Vinte anos depois da assinatura da Convenção do Conselho da Europa sobre o valor do Património Cultural na Sociedade Contemporânea, cuja elaboração coordenei, o tema continua na […]

Ler mais east
"Golconda", de René Magritte

Tentar fintar o destino

Há dois dias na nossa vida que não têm 24 horas: aquele em que nascemos e morremos. Poucas coisas são tão certas na nossa existência como o dia em que viemos e partimos, assim como o envelhecimento. Esta inevitabilidade nunca impediu os humanos de tentarem fintar o destino.   Este querer humano e finito de desafiar […]

Ler mais east

Categories

Crónica da Cultura

De medos também somos residentes

Há muitos medos que pertencem a gerações de medos que esmagam a vida: entre estes, o medo da própria liberdade, tantas vezes eficaz martelo para a domesticação, como resultado do poder deste medo maior. Incutir o medo da noite e da não-noite, da solidão e da companhia, do medo e da falta dele, é tentar […]

Ler mais east