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Sobre o blogue

O blogue "Raiz & Utopia" é um espaço de encontro e de diálogo, em defesa de uma cultura livre e pluridisciplinar. Retomamos o projeto da revista “Raiz e Utopia” fundada por António José Saraiva, Carlos Medeiros e José Baptista em 1977, cuja direção foi assumida por Helena Vaz da Silva, tornando-se uma referência na cultura portuguesa, pelo carácter inovador e inconformista, reunindo colaboradores como Edgar Morin, Eduardo Lourenço, António Alçada Baptista e Alberto Vaz da Silva.

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Lista de artigos

António Ferro no seu gabinete do Palácio Foz © Fundação António Quadros

Dos tempos do liceu…

Folhetim de Verão – Capítulo XXII O cenário é o Liceu Camões, acabado de fundar, sucessor do antigo Liceu de S. Domingos, instalado no velho Palácio Regaleira, onde se encontraram Mário de Sá-Carneiro e o jovem António Ferro. O poeta estava em 1911 de partida para Coimbra, onde iniciaria fugazmente o curso de Leis, mas […]

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No “Labirinto da Saudade”?

Folhetim de Verão – Capítulo XXI Ouvimos Bernardo Soares, ouvimos Pessoa, ouvimos António Sérgio. As perspetivas são diferentes. E agora, leia-se Eduardo Lourenço no seu “Labirinto da Saudade”. Se fizermos o puzzle, percebemos que a “Nau Catrineta” em que estamos embarcados pressupõe leituras diferentes, como não poderia deixar de ser… O que está em causa […]

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António Sérgio – Fixação ou Transporte?

Folhetim de Verão – Capítulo XX Portugal viveu, ao longo da sua História, um paradoxo, que foi responsável pelos sucessos e pelas limitações, pelas vantagens e pelos erros – um território europeu virado ao mar, com carências, mas com exigentes solicitações de potência média pela presença dos portugueses no mundo. Cabeça de império situada nas […]

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Uma polémica antiga – Pascoaes e Proença

Folhetim de Verão – Capítulo XIX Voltando ao Livro do Desassossego, fala-se aí de três espécies de Portugal: um começou com a nacionalidade e refere-se às raízes e às origens, mas sente-se abandonado desde Alcácer Quibir; outro sofreu a invasão mental do exterior do tempo do iluminismo e outro começou a existir por alturas de […]

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Minha Pátria – A Língua Portuguesa

Folhetim de Verão – Capítulo XVIII Transcrevemos hoje na ortografia original parte do texto de Bernardo Soares do “Livro do Desassossego” sobre a Língua Portuguesa. O texto é célebre, mas é muito insuficientemente lido e mal compreendido. Leia-se atentamente! «Gosto de dizer. Direi melhor: gosto de palavrar. As palavras são para mim corpos tocáveis, sereias […]

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Quem é este Bernardo Soares?…

Folhetim de Verão – Capítulo XVII Hoje é obrigatória a sua referência, mas para os pioneiros pessoanos é tardia a sua aparição. Mencionado de fugida em 1920 como escritor de contos, o nome de Bernardo Soares desaparece em seguida, mas voltaria a surgir apenas em 1929 como autor do Livro do Desassossego. Mas cuidado, pois […]

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O Doutor Ricardo Reis…

Folhetim de Verão – Capítulo XVI A sua aventura romanesca, graças a José Saramago, fizeram-no ter um suplemento de alma depois do tempo literário da sua existência propriamente dita. O autor de “Odes”, à maneira horaciana, tinha a desvantagem da emigração e da distância. As suas qualidades intrínsecas deram-lhe uma especial independência para poder apreciar […]

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O Senhor Engenheiro…

Folhetim de Verão – Capítulo XV Tudo leva crer que tenha nascido em Tavira, no dia 15 de outubro de 1890, à 1 e meia da tarde. Com uma educação vulgar de liceu, Álvaro de Campos foi enviado para a Escócia a estudar engenharia primeiro mecânica, depois naval. Viajou até ao Oriente, de onde resultou […]

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Um guardador de rebanhos…

Folhetim de Verão – Capítulo XIV Esta Nau Catrineta tem características especiais, uma vez segue ao ritmo da memória uma certa perspetiva do modernismo da geração de “Orpheu”. Almada Negreiros nos Painéis de Alcântara e da Rocha do Conde de Óbidos seguiu a sua imaginação para representar o espírito inconformista na definição de Portugal. Pode […]

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